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Revista Brazilian Times # 86
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Coluna SporTotal

 GP da Austrália mostrou logo de cara que talvez muita gente tenha julgado cedo demais.

F1 2026: A revolução  que virou o grid de cabeça para baixo

Quando a Fórmula 1 muda as regras, a história costuma repetir um velho padrão: metade do paddock torce o nariz, a outra metade tenta descobrir onde está a vantagem escondida. Com a maior revolução técnica em 75 anos, não foi diferente. Só que o GP da Austrália mostrou logo de cara que talvez muita gente tenha julgado cedo demais. Albert Park virou laboratório e espetáculo.

Os novos carros, mais leves, nervosos, ariscos e com comportamento que lembra os karts, produziram exatamente aquilo que o torcedor sempre pede: disputa de verdade na pista.

Logo na largada, a Ferrari mostrou suas garras. Leclerc saltou para a liderança e parecia disposto a transformar a corrida em domínio italiano. Só que a história do GP não estava escrita tão cedo. A corrida virou um xadrez de velocidade.

A nova era da Fórmula 1 começou com barulho, dentro e fora da pista. O GP da Austrália abriu a temporada marcando a maior revolução técnica da categoria em 75 anos, com carros completamente redesenhados e um regulamento que já vinha sendo alvo de críticas pesadas no paddock. Mas bastaram algumas voltas em Albert Park ( Austrália ) para calar parte da desconfiança.

A corrida foi intensa, nervosa e com disputas reais pela liderança. Na largada, a Ferrari mostrou força e Leclerc pulou na frente. Só que a liderança virou uma espécie de ping-pong de alta velocidade com George Russell, da Mercedes, em uma troca constante de posições que incendiou a corrida.

No fim das contas, quem tinha o pacote mais forte era mesmo a Mercedes.

Russell venceu com autoridade e ainda viu o jovem talentoso Kimi Antonelli completar a dobradinha prateada, um aviso direto ao restante do grid: a equipe alemã parece ter acertado em cheio na nova geração de carros 50/50.

Outro destaque veio do brasileiro Gabriel Bortoleto, que colocou o projeto da Audi nos pontos logo na estreia do motor alemão na categoria. Um resultado pequeno na tabela, mas gigante para uma equipe que chega com ambições altas.

E então veio o momento mais “insano” da corrida.

O tetracampeão Max Verstappen, “muleke voador”  largou em último, na 20ª posição. Em uma corrida agressiva, cheia de mergulhos nas freadas e ultrapassagens no limite, o piloto da Red Bull simplesmente rasgou o grid “babando como cachorro louco” e terminou em sexto. Uma recuperação brutal.

Se alguém imaginou que os novos carros tirariam o protagonismo dos pilotos, Verstappen tratou de lembrar uma velha verdade da Fórmula 1: máquina boa ajuda, mas talento ainda decide corrida.

Primeira corrida da nova era, críticas no paddock…e um recado claro da pista: a temporada 2026 promete elevar a temperatura do asfalto ainda mais.

O próximo desafio dia 15 será no circuito de Changhai na China…preparem o café para manter os olhos bem abertos!!!

 

Texto by: Roberto Vieira

Jornalista e comentarista esportivo

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