“Eu pedi ajuda e recebi uma tragédia”, disse a mãe. “Só quero justiça e que a verdade apareça.”
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Mãe de brasileiro morto por policiais nos EUA diz que filho nunca foi violento e nunca usou arma
A morte do brasileiro Gustavo Guimarães, de 34 anos, após ser baleado por policiais na cidade de Powder Springs, no estado da Geórgia, tem sido marcada por versões divergentes entre autoridades e familiares. Enquanto a polícia afirma que o jovem teria sacado uma arma durante uma abordagem, a mãe de Gustavo contesta a versão e garante que o filho nunca foi uma pessoa violenta e jamais teve uma arma de fogo.
Segundo ela, o brasileiro sempre teve um perfil tranquilo e era conhecido por defender a paz. “Meu filho não estava armado. Ele nunca pegou em arma. Nunca foi uma pessoa violenta. Ele queria paz para todos”, afirmou.
A mãe contou que estava com Gustavo no estacionamento de um supermercado em um shopping quando decidiu buscar ajuda especializada para o filho. Preocupada com mudanças no comportamento dele, ela ligou para o 988, serviço nacional dos Estados Unidos voltado ao atendimento de pessoas em crise emocional ou psicológica.
De acordo com o relato, a intenção era conseguir apoio de profissionais que pudessem conversar com o jovem e convencê-lo a procurar um hospital para avaliação médica. A família suspeitava que Gustavo pudesse estar apresentando sintomas compatíveis com esquizofrenia, embora ele nunca tivesse sido diagnosticado oficialmente.
A mãe afirma que o filho nunca havia apresentado comportamento agressivo e que sempre evitou tratamentos convencionais por acreditar em práticas de medicina holística.
Duas conselheiras do serviço chegaram ao local e conversaram com mãe e filho no estacionamento. Segundo a família, o diálogo ocorreu de forma tranquila, mas Gustavo não aceitou ir ao hospital. Pouco tempo depois, a situação mudou com a chegada de ambulâncias e várias viaturas policiais.
Os agentes permaneceram no local por cerca de uma hora tentando convencê-lo a colaborar. Em determinado momento, a mãe foi convidada a se dirigir até uma ambulância. Foi então que Gustavo acabou sendo baleado por policiais.
Ela contou que não ouviu os disparos e só soube da morte quando já estava no hospital.
“Uma enfermeira me levou para uma sala e os médicos disseram que meu filho tinha levado quatro tiros e que havia morrido. Eu não acreditei”, relatou.
A dor da perda ainda é difícil de compreender, segundo ela.
“Eu espero que nenhuma mãe sinta o que estou sentindo. A dor é tão grande que às vezes penso que tudo é um pesadelo e que ele vai voltar.”
Familiares afirmam que Gustavo era um jovem dedicado aos estudos, defensor da causa animal e conhecido por seu comportamento pacífico. Para eles, a forma como a situação terminou levanta questionamentos e precisa ser esclarecida pelas autoridades.
“Eu pedi ajuda e recebi uma tragédia”, disse a mãe. “Só quero justiça e que a verdade apareça.”




