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Revista Brazilian Times # 86
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Defensor público de Nova York defende proteção a imigrantes e reforço das leis de cidade-santuário

Após a audiência, Williams informou que participaria de uma coletiva de imprensa na Universidade Columbia, marcando um ano de um caso anterior envolvendo a detenção de um estudante pela imigração, episódio que também gerou debate sobre a atuação federal em ambientes universitários.


O defensor público da cidade de Nova York, Jumaane D. Williams, defendeu nesta segunda-feira (9) a manutenção e o fortalecimento das políticas de proteção aos imigrantes durante uma audiência do Comitê de Imigração do Conselho Municipal de Nova York. A sessão ocorreu em meio a críticas às recentes operações de fiscalização migratória realizadas pelo U.S. Immigration and Customs Enforcement.

Em seu discurso, Williams argumentou que as leis de cidade-santuário ajudam a tornar Nova York mais segura ao permitir que imigrantes denunciem crimes, colaborem como testemunhas e acessem serviços públicos sem medo de deportação.

“Apesar de todo o alarmismo em torno das cidades-santuário, essas leis nos tornam mais seguros. Elas permitem que imigrantes denunciem crimes, sirvam como testemunhas e acessem escolas e serviços municipais sem medo”, afirmou o defensor público.

A audiência ocorreu poucos dias após a detenção de uma estudante da Universidade Columbia por agentes federais de imigração. O episódio, segundo Williams, reforça preocupações sobre a forma como operações migratórias vêm sendo conduzidas em instituições de ensino e outros espaços considerados sensíveis.

Durante a sessão, o defensor público criticou o que classificou como ações agressivas de fiscalização migratória, citando casos de detenções realizadas em tribunais e nas proximidades de audiências de imigração.

Segundo ele, essas práticas podem desencorajar pessoas a comparecer a processos legais ou denunciar crimes, prejudicando o funcionamento do sistema de justiça.

“Quando o ICE detém pessoas que compareceram legalmente a uma audiência de imigração, isso desestimula o cumprimento da lei”, disse.

Williams também alertou para a importância de proteger locais considerados sensíveis, como escolas, hospitais, abrigos e locais de culto, onde a presença de agentes de imigração pode gerar medo entre comunidades imigrantes.

O defensor público também mencionou divergências entre administrações municipais sobre o tema. Ele criticou uma decisão do ex-prefeito Eric Adams que permitiu ao ICE estabelecer um escritório na prisão de Rikers Island e que teria manifestado interesse em ampliar a colaboração entre autoridades municipais e agências federais de imigração.

Por outro lado, Williams elogiou a posição do atual prefeito Zohran Mamdani, que recentemente assinou uma ordem executiva reafirmando o compromisso da cidade com as proteções aos imigrantes.

Apesar disso, ele afirmou que ainda é necessário monitorar possíveis vulnerabilidades no acesso de imigrantes a serviços municipais.

De acordo com Williams, Nova York abriga mais de três milhões de imigrantes, cuja presença é parte fundamental da diversidade e da identidade da cidade.

Para o defensor público, governos locais precisam atuar para proteger direitos civis e humanos diante de políticas federais mais rígidas.

“Devemos agir onde o governo federal recuou. As agências municipais existem para servir às pessoas que vivem e trabalham na cidade de Nova York, não para apoiar operações de imigração duvidosas, perigosas e dispendiosas”, afirmou.

Após a audiência, Williams informou que participaria de uma coletiva de imprensa na Universidade Columbia, marcando um ano de um caso anterior envolvendo a detenção de um estudante pela imigração, episódio que também gerou debate sobre a atuação federal em ambientes universitários.

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