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Revista Brazilian Times # 83
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Após seis meses preso pelo ICE na Flórida, imigrante consegue Green Card e evita deportação 

A história do imigrante guatemalteco Rogelio quase terminou em deportação após uma simples abordagem policial na Flórida, mas acabou se transformando em um caso emblemático sobre os impactos das políticas migratórias nos Estados Unidos. Depois de mais de seis meses em um centro de detenção, ele conseguiu autorização para permanecer legalmente no país e se tornou residente permanente.

A história do imigrante guatemalteco Rogelio quase terminou em deportação após uma simples abordagem policial na Flórida, mas acabou se transformando em um caso emblemático sobre os impactos das políticas migratórias nos Estados Unidos. Depois de mais de seis meses em um centro de detenção, ele conseguiu autorização para permanecer legalmente no país e se tornou residente permanente.

Rogelio, de 39 anos, vive nos Estados Unidos há quase metade de sua vida. Casado com uma cidadã americana, ele construiu sua família no país e ajuda a criar cinco filhos — dois biológicos e três enteados. As crianças, quatro meninas e um menino com idades entre 5 e 18 anos, nasceram todas em território americano.

A situação da família mudou drasticamente no verão passado, quando Rogelio foi parado pela polícia local na cidade de La Belle, na Flórida, cerca de 50 quilômetros a leste de Fort Myers. A abordagem ocorreu por causa da película escura nos vidros de sua caminhonete. O que parecia uma infração de trânsito acabou levando à sua detenção por autoridades de imigração.

Após a abordagem, Rogelio foi encaminhado para custódia do sistema migratório e transferido para o Broward Transitional Center, em Pompano Beach. Durante mais de seis meses, ele permaneceu detido enquanto o governo tentava avançar com o processo de deportação.

Enquanto aguardava a decisão judicial, sua defesa buscou uma alternativa prevista na legislação de imigração americana: o chamado “cancelamento de remoção”. Esse mecanismo permite que alguns imigrantes sem status legal obtenham residência permanente caso cumpram critérios rigorosos, como ter vivido no país por pelo menos dez anos, manter bom histórico e demonstrar que a deportação causaria dificuldades extremas a familiares cidadãos americanos.

Durante o processo, Rogelio pediu para ser identificado apenas pelo primeiro nome, devido à sensibilidade de seu caso migratório. Segundo relatos apresentados à Justiça, a possível deportação poderia ter impactos severos sobre sua família, especialmente para seus filhos que dependem de sua presença e apoio.

Após meses de disputa judicial, um juiz de imigração decidiu conceder a Rogelio o benefício de cancelamento de remoção. Com a decisão, ele recebeu autorização para permanecer nos Estados Unidos e obteve o status de residente permanente, o chamado Green Card.

A decisão representou um alívio para a família, que enfrentou um longo período de incerteza e separação durante sua detenção. O caso também evidencia como infrações aparentemente simples podem desencadear processos migratórios complexos para imigrantes que vivem há anos nos Estados Unidos.

Para Rogelio e sua família, o desfecho significou a chance de continuar a vida que construíram juntos no país — desta vez com segurança legal para permanecer em solo americano.

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