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Revista Brazilian Times # 85
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ICE nos aeroportos: crise e escala preocupa passageiros

A recomendação para quem vai viajar é chegar com muito mais antecedência do que o habitual — em alguns casos, até quatro horas antes do voo

Os principais aeroportos dos Estados Unidos enfrentam dias de caos, com filas que chegam a várias horas na área de segurança, após uma crise de funcionários da Administração de Segurança no Transporte (TSA).

Para tentar conter a situação, o governo federal iniciou o envio de agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) para atuar em diversos aeroportos do país.

 Filas de até horas e passageiros prejudicados

A crise começou após a falta de pagamento de agentes da TSA durante o atual impasse político em Washington, o que levou a um alto índice de faltas e até pedidos de demissão.

Com menos funcionários, aeroportos como Atlanta, Houston e Nova York registraram filas extremamente longas — em alguns casos, passageiros relataram espera de até cinco horas para passar pela segurança.

A situação tem causado atrasos, perda de voos e frustração entre viajantes em todo o país.

 ICE nos aeroportos: qual é o papel?

Diante do colapso operacional, agentes do ICE foram enviados para mais de uma dezena de aeroportos com o objetivo de auxiliar a TSA.

Segundo autoridades, esses agentes não estão realizando fiscalização imigratória nem atuando diretamente na inspeção de bagagens ou passageiros.

O trabalho deles tem sido limitado a funções como:

  • Controle de filas
  • Organização do fluxo de passageiros
  • Apoio logístico nas áreas de segurança

Mesmo assim, a presença dos agentes gerou preocupação entre defensores dos direitos dos imigrantes e parlamentares.

 Medida gera críticas

Especialistas e sindicatos alertam que agentes do ICE não possuem treinamento específico em segurança aeroportuária, o que levanta questionamentos sobre a eficácia da medida.

Além disso, críticos afirmam que o envio de agentes pode ter caráter mais político do que prático, já que o principal problema — a falta de pagamento e de funcionários da TSA — continua sem solução.

Impasse político por trás da crise

A crise nos aeroportos está diretamente ligada ao impasse no financiamento do Departamento de Segurança Interna (DHS), que já dura semanas.

Enquanto democratas exigem mudanças nas políticas de imigração, o governo mantém pressão para aprovação de medidas de segurança, travando o orçamento e afetando diretamente o funcionamento da TSA.

 Situação ainda deve piorar

Autoridades alertam que, se o impasse continuar, os atrasos podem se intensificar nos próximos dias, especialmente em aeroportos mais movimentados.

A recomendação para quem vai viajar é chegar com muito mais antecedência do que o habitual — em alguns casos, até quatro horas antes do voo.

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