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Revista Brazilian Times # 85
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Promotora do Missouri é afastada por relacionamentos com investigados

A promotora do Condado de Ray, no estado do Missouri, Camille Johnston, foi afastada do cargo após um juiz aceitar um pedido apresentado pela procuradora-geral do estado, Catherine Hanaway, que aponta uma série de supostas irregularidades cometidas durante sua gestão.

A promotora do Condado de Ray, no estado do Missouri, Camille Johnston, foi afastada do cargo após um juiz aceitar um pedido apresentado pela procuradora-geral do estado, Catherine Hanaway, que aponta uma série de supostas irregularidades cometidas durante sua gestão.

De acordo com os documentos judiciais, Johnston, que assumiu o cargo em 1º de janeiro de 2023, teria comprometido a atuação do Ministério Público ao manter relacionamentos pessoais com homens envolvidos em casos que eram de responsabilidade de seu escritório.

A acusação mais grave envolve um ex-companheiro, identificado pelas iniciais J.G., um cidadão mexicano que vivia nos Estados Unidos sem autorização legal desde 2019 e que era investigado por uma denúncia de agressão sexual. Segundo a petição, mesmo tendo vínculo pessoal com o investigado, a promotora não se declarou impedida de atuar no caso.

Os autos afirmam ainda que, em 2023, Johnston viajou até o estado do Mississippi, onde o ex-namorado estaria escondido, entregou a ele seu próprio carro e a documentação do veículo, o que teria facilitado sua permanência foragido. Os documentos também alegam que os dois viajaram juntos para a Flórida.

A promotora sustenta que só soube da acusação de agressão sexual depois que o relacionamento havia terminado. Já a emissora local KSHB informou que os fatos apresentados pela procuradora-geral coincidem com uma investigação publicada anteriormente sobre Juan David Gutierrez, preso em 2024 e atualmente aguardando julgamento pela acusação de agredir sexualmente uma mulher.

Segundo os documentos, Johnston ocultou seu relacionamento do restante da equipe do Ministério Público, das autoridades policiais e da própria vítima, além de não apresentar denúncia criminal contra o investigado enquanto mantinha envolvimento com ele. Posteriormente, ela acabou sendo impedida de atuar no processo.

A petição também aponta outros dois relacionamentos considerados incompatíveis com o exercício da função. Um deles teria sido com um advogado de defesa que representava réus em processos conduzidos por ela. Conforme a acusação, Johnston não informou esse conflito de interesse nem solicitou a nomeação de um promotor independente quando ambos atuavam em lados opostos de uma mesma ação.

O segundo caso envolve um homem casado acusado de violência doméstica. Os documentos afirmam que um funcionário do escritório alertou Johnston sobre o conflito de interesse decorrente do relacionamento e acabou sendo demitido. Posteriormente, um policial teria solicitado a substituição da promotora no caso após descobrir o envolvimento entre os dois.

A procuradora-geral afirma que as condutas atribuídas a Johnston podem caracterizar crimes como corrupção e obstrução da atuação da Justiça. Diante das acusações, um juiz determinou seu afastamento preliminar do cargo.

Em nota, Catherine Hanaway declarou que agentes públicos não podem colocar interesses pessoais acima das responsabilidades do cargo.

Segundo ela, o histórico da promotora demonstra um padrão contínuo de má conduta e negligência que comprometeu a credibilidade do Ministério Público e colocou em risco a confiança da população no sistema de Justiça.

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