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Revista Brazilian Times # 85
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Senado dos EUA bloqueia novos recursos para imigração e senador critica política de deportações

A declaração foi feita após a aprovação, pelo Senado, do financiamento para diversas áreas do Departamento de Segurança Interna (DHS), com exceção de recursos adicionais para o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) e para operações de patrulhamento de fronteira.

Da redação

O senador Alex Padilla (democrata da Califórnia), membro de destaque da Subcomissão de Imigração do Senado, afirmou que o Congresso conseguiu barrar novos recursos destinados às operações de imigração do governo federal, em meio a críticas às políticas de deportação em massa nos Estados Unidos.

A declaração foi feita após a aprovação, pelo Senado, do financiamento para diversas áreas do Departamento de Segurança Interna (DHS), com exceção de recursos adicionais para o ICE (Serviço de Imigração e Controle de Alfândega) e para operações de patrulhamento de fronteira.

Segundo Padilla, a decisão representa uma posição clara dos democratas contra o que classificou como ações abusivas na área migratória. “Deixamos claro que não haveria carta branca para operações de deportação em massa. Conseguimos impedir esse financiamento adicional”, afirmou.

O senador também criticou duramente a condução das políticas de imigração pelo governo, alegando que as medidas têm gerado medo em comunidades em todo o país. Em sua avaliação, há relatos de operações conduzidas por agentes sem identificação adequada, detenções controversas e impactos diretos sobre famílias, incluindo crianças e veteranos.

Padilla destacou ainda que a pressão da sociedade civil tem crescido, com manifestações e mobilizações pacíficas exigindo maior transparência e responsabilidade por parte das autoridades federais.

Durante o impasse no Congresso, democratas e republicanos divergiram sobre as condições para aprovação do orçamento. De acordo com o senador, houve resistência em financiar agências essenciais como a Administração de Segurança no Transporte (TSA), a Guarda Costeira, a Agência de Segurança Cibernética (CISA) e a Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), enquanto não fossem atendidas demandas por reformas e maior fiscalização das ações de imigração.

Com a aprovação parcial do orçamento, Padilla afirmou que serviços considerados críticos foram garantidos, mas reforçou que o debate sobre imigração está longe de terminar.

“Essa não é apenas uma disputa por recursos. Trata-se de proteger comunidades, garantir o cumprimento da lei e exigir responsabilidade do governo”, declarou.

O tema da imigração segue como um dos principais pontos de tensão na política americana, especialmente diante de propostas de endurecimento das ações de fiscalização e deportação. A decisão do Senado indica que o Congresso continuará sendo palco central desse embate nos próximos meses.

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