Alex Araújo, atualmente aos 44 anos, é exemplo vivo de resiliência e empreendedorismo.
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Coluna Joao Costa: De bebê abandonado em uma caçamba a empresário com faturamento milionário: a trajetória de superação de Alex Araújo, CEO da 4Life Prime
Alex Araújo, atualmente aos 44 anos, é exemplo vivo de resiliência e empreendedorismo. Nascido na Vila Mariana, em São Paulo, foi abandonado ainda recém-nascido numa caçamba de entulho, resgatado por um segurança e adotado por uma família humilde. Em meio àquele cenário, ainda não era possível imaginar, mas não demoraria muito para Alex transformar uma origem adversa em uma história de sucesso com profundas lições de vida.
O menino Alex cresceu em uma casa humilde, com os pais adotivos e quatro irmãos. Eram muitas as dificuldades financeiras, que não estavam sozinhas. Alex também tinha fraco desempenho escolar, e
visitava com frequência à diretoria. No entanto, ele também se destacava pela capacidade de comunicação, uma habilidade valiosa que, no futuro, mostraria sua importância.
Seu pai morreu cedo, logo que Araújo completou 18 anos. Sentindo-se em dívida com o homem que o criou com amor, e que sempre o inspirou, o jovem decidiu, em meio ao luto, que podia ser uma pessoa
melhor: era a hora da virada.
Mais comprometido e preocupado com o futuro, Alex iniciou a carreira em uma empresa de energia, instalando postes em comunidades um trabalho duro e pouco gratificante. Certo dia, durante o expediente, avistou um carro 0 km no estacionamento e perguntou ao porteiro a quem pertencia o veículo. A resposta o deixou pensativo: a própria companhia havia presenteado o CEO com o automóvel. Alex nunca havia, sequer, sentido o cheiro de um carro recém-saído da fábrica.
O então instalador se ofereceu para lavar aquele carro. Era uma oportunidade de sentir a textura e a maciez dos bancos e a tecnologia de ponta do painel. Mas também era muito além disso: uma oportunidade de se mostrar atento e proativo, uma atitude que o diferenciava dos demais.
No dia seguinte, o CEO ofereceu an Alex uma vaga para trabalhar no escritório. Ali, começava um novo caminho: uma porta havia sido aberta para nunca mais fechar.
Já recém-casado e à espera de um filho, mudou-se para uma empresa de sucos, onde se destacou ao organizar não só seus produtos, mas também os de outras marcas nos supermercados. Foi promovido a vendedor e passou a atender grandes redes como Pão de Açúcar e Sonda.
O bom desempenho o levou a assumir contas institucionais de maior porte, e então Alex passou a atuar em todo o país e construiu uma sólida rede de clientes. Depois, a empresa entrou em crise e começou a atrasar os salários.
Aos 23 anos, incentivado pela esposa, Alex então ingressou no Banespa (atual Santander), como gerente de contas físicas, e se tornou o melhor gerente do país. A sensação de conquista o
incentivou e o fez ganhar este título por seis anos consecutivos, desbancando ao menos 6 mil profissionais que também disputavam a honraria.
Àquela altura, o ego já tomava conta do então ”melhor gerente do país”, e Araújo resolveu que podia ainda mais. Ao receber uma proposta de deixar aquele trabalho, com o incentivo de multiplicar por 20 o salário do banco, não pensou duas vezes e comprou uma empresa no interior do Estado. Mas o sucesso o fez perder o prumo: gastou demais, o dinheiro acabou, o empreendimento faliu e ele teve
de voltar a São Paulo, em mais uma mudança de rota.
Nascimento da 4Life Prime
Alex Araújo foi procurado por um headhunter ligado a uma empresa de saúde corporativa cujo antigo proprietário, falecido, costumava elogiá-lo como o perfil ideal para liderar o negócio. Em entrevista
com o filho do dono, sem experiência, Araújo propôs uma meta de captação de clientes em troca de não haver teto de comissionamento. O acordo era: se Alex conseguisse dobrar o tamanho da empresa, seria dono de 10% dela.
Rapidamente Araújo trouxe grandes clientes, como a Bayer, e gerou R$ 2,5 milhões em comissões.
Em um ano, a empresa cresceu 600%. A liderança e a visão ousada de Alex levou o negócio a evoluir para a 4Life Prime, hoje referência em saúde ocupacional no Brasil, com cerca de 3,6 mil clientes e aproximadamente 700 mil pessoas atendidas. O faturamento anual da empresa gira em torno de R$ 216 milhões.
Definitivamente, o menino Alex cresceu, superou o abandono, e transformou a dor da perda do pai em mola propulsora para o sucesso. Adulto, ele substituiu obrigações legais em serviços de valor, apostou em consultoria personalizada e focou em multinacionais para maior segurança financeira.
Hoje, empresário de sucesso, pai de um jovem de 23 anos e casado há 25 anos, ao olhar para trás, está certo de que fez o que tinha de ser feito: ”ver meu filho crescer sem passar pelas dificuldades que enfrentei é uma verdadeira conquista. E chegar aonde estou é realizar um sonho que eu nem sabia que tinha”, se emociona ao lembrar. Saiba mais sobre o empresário através do seu Instagram: @alex4araujo
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