Publicidade

Publicidade

edição ma

Edição MA 4374

Última Edição #4374

Edição MA 4374

BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 83
Última Edição #83

Após atrasos, NASA lança voo tripulado rumo à Lua

A bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo poderoso foguete Space Launch System (SLS), estão quatro astronautas

Da redação

A NASA deu início a uma nova era da exploração espacial ao lançar, na noite de 1º de abril, a missão Artemis II — a primeira viagem tripulada ao redor da Lua desde o fim do programa Apollo, há mais de cinco décadas. A expedição marca um passo decisivo no plano dos Estados Unidos de retomar a presença humana no satélite natural e avançar rumo a futuras missões a Marte .

A bordo da cápsula Orion, impulsionada pelo poderoso foguete Space Launch System (SLS), estão quatro astronautas: Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto), Christina Koch (especialista de missão) e o canadense Jeremy Hansen. Juntos, eles serão os primeiros humanos a se afastar tanto da Terra em mais de meio século, superando as distâncias alcançadas nas missões Apollo .

A missão terá duração aproximada de dez dias e não prevê pouso na Lua. O objetivo principal é realizar um sobrevoo lunar, previsto para ocorrer em 6 de abril, além de testar sistemas essenciais da nave em condições de espaço profundo, como suporte de vida, navegação, comunicação e controle manual .

Durante o trajeto, a cápsula Orion passará pelo lado oculto da Lua — região que não é visível da Terra — e seguirá até cerca de 7.500 quilômetros além do satélite, atingindo o ponto mais distante já alcançado por seres humanos. Nesse momento, a tripulação ficará temporariamente sem comunicação com a Terra, em um dos trechos mais críticos da missão .

O retorno será feito por meio de uma trajetória chamada “retorno livre”, que utiliza a gravidade da Terra e da Lua para trazer a nave de volta com maior segurança e menor necessidade de propulsão. Ao final da jornada, a cápsula deve reentrar na atmosfera terrestre a cerca de 40 mil km/h e amerissar no Oceano Pacífico .

O lançamento da Artemis II ocorre após uma série de adiamentos provocados por questões técnicas e climáticas. Entre os principais desafios enfrentados pela NASA estavam problemas no escudo térmico da cápsula Orion, vazamentos de hidrogênio e hélio durante testes, além de condições meteorológicas adversas na Flórida. A agência optou por adotar uma abordagem cautelosa, priorizando a segurança da tripulação .

“A Artemis II será um passo decisivo para a exploração espacial humana”, afirmou o administrador da NASA, destacando que a missão representa um avanço importante rumo ao estabelecimento de uma presença permanente na Lua e futuras viagens a Marte .

O programa Artemis, que dá nome à missão, prevê uma série de etapas progressivas. Após o voo não tripulado da Artemis I, em 2022, e o atual teste com astronautas, a próxima fase — Artemis III — deverá marcar o retorno de humanos à superfície lunar, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra a pisar no satélite.

Além do avanço científico, a missão também carrega peso geopolítico. Em meio a uma nova corrida espacial, os Estados Unidos lideram uma coalizão internacional que inclui países como Canadá, membros da União Europeia e Japão, enquanto China e Rússia desenvolvem seus próprios projetos lunares.

Com a Artemis II, a NASA não apenas retoma voos tripulados além da órbita terrestre, mas também inaugura uma nova fase da exploração espacial — mais tecnológica, colaborativa e estratégica — que pode redefinir o futuro da presença humana fora da Terra.

📱 Baixe o app Brazilian Times — Grátis

Publicidade

Brazilian Times
Brazilian Times
Grátis · Google Play
BAIXAR
×