A menina relatou ter sido abusada por outra criança mais velha enquanto estava sob cuidados do sistema de acolhimento no Texas
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Criança de 3 anos teria sofrido abuso enquanto estava sob custódia do Governo dos EUA
Uma menina imigrante de apenas 3 anos teria sofrido abuso enquanto estava sob custódia do governo federal dos Estados Unidos, após ser separada da mãe na fronteira. O caso, revelado por documentos judiciais e pela família, levanta novos questionamentos sobre as condições de crianças em centros e programas ligados à imigração no país.
De acordo com informações divulgadas pelo Boston.com, a criança permaneceu por cerca de cinco meses sob custódia federal após cruzar a fronteira com a mãe. Durante esse período, ela foi encaminhada para um sistema de acolhimento, onde teria ocorrido o abuso.
Segundo o pai, que é residente legal nos Estados Unidos, ele só tomou conhecimento do que realmente havia acontecido após recorrer à Justiça para acelerar o processo de reunificação com a filha. Até então, autoridades teriam informado apenas que houve um “incidente”, sem maiores detalhes.
Abuso teria ocorrido em abrigo ligado ao governo
Documentos judiciais indicam que a menina relatou ter sido abusada por outra criança mais velha enquanto estava sob cuidados do sistema de acolhimento no Texas. O caso foi posteriormente encaminhado às autoridades locais e resultou em exames forenses.
Após a denúncia, a criança envolvida no suposto abuso foi retirada do local, segundo a ação judicial. Ainda assim, a família afirma que não recebeu informações completas sobre o ocorrido durante o período em que a investigação estava em andamento.
Demora na reunificação é alvo de críticas
O pai relata que enfrentou meses de atraso no processo para recuperar a guarda da filha. Entre os obstáculos, estavam exigências burocráticas como coleta de digitais, testes de DNA e inspeções domiciliares — procedimentos que, segundo advogados, têm se tornado mais rigorosos recentemente.
Dados citados por organizações legais indicam que o tempo médio de permanência de crianças sob custódia federal aumentou significativamente, chegando a vários meses em alguns casos.
Processo judicial e impacto na criança
A família agora move uma ação contra órgãos federais responsáveis pelo sistema, incluindo o Escritório de Reassentamento de Refugiados (ORR) e o Departamento de Saúde e Serviços Humanos.
Após ser finalmente liberada, a menina foi reunida com o pai e atualmente vive com familiares. No entanto, segundo relatos, ela apresenta sinais de trauma emocional, incluindo pesadelos e mudanças de comportamento.
Debate nacional reacende
O caso reacende o debate sobre políticas de imigração e a proteção de menores sob custódia do governo. Especialistas e organizações de direitos humanos afirmam que episódios como esse reforçam preocupações antigas sobre segurança, transparência e bem-estar de crianças migrantes nos Estados Unidos.
Advogados que acompanham o caso afirmam que situações como essa poderiam ser evitadas com processos mais rápidos de reunificação familiar e maior supervisão nos locais onde menores são abrigados.
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