O caso levanta novos questionamentos sobre as condições de saúde e tratamento oferecidos a imigrantes sob custódia nos Estados Unidos, especialmente aqueles com necessidades médicas específicas.
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Família denuncia falta de atendimento médico a brasileiro com paralisia detido pelo ICE em Newark (NJ)
Um casal brasileiro que chegou aos Estados Unidos em 2021 afirma estar vivendo um verdadeiro pesadelo após a detenção do marido, um homem que sofre de paralisia e, segundo a família, não estaria recebendo os cuidados médicos necessários sob custódia das autoridades de imigração.
De acordo com o relato da esposa, o brasileiro — que não teve o nome divulgado e é residente em Newark (New Jersey), sem antecedentes criminais — teve a vida drasticamente transformada há cerca de dois anos, quando ficou paralisado. Antes ativo e atuando como professor de kung fu, ele passou a depender de cadeira de rodas para se locomover. Com o tempo, conseguiu recuperar parcialmente os movimentos dos braços e das pernas, mas ainda necessita de assistência constante.
A situação se agravou há três meses, quando ele foi detido por agentes do Departamento de Imigração e Controle de Aduanas (ICE, sigla em inglês). Segundo a esposa, no momento da prisão, o homem não foi autorizado a levar suas muletas, o que o deixou imediatamente em condição de vulnerabilidade. “As muletas ficaram no carro porque não deixaram ele levar”, relatou.
Desde então, a família denuncia que ele tem sido obrigado a caminhar longas distâncias dentro do centro de detenção, apesar de suas limitações físicas, além de não receber atendimento médico adequado — o que teria causado um agravamento significativo de seu estado de saúde.
Em uma das últimas videoconferências, a esposa percebeu sinais claros de deterioração física. Pouco tempo depois, ele foi hospitalizado pela terceira vez após desmaiar e cair. “Ele não pode comparecer à corte porque estava no hospital. Não consegui falar com ele, não sei o que aconteceu”, lamentou.
O caso passou a ser acompanhado pelo Movimento Cosecha, organização que atua na defesa dos direitos de imigrantes. Representantes do grupo afirmam que denúncias de negligência médica em centros de detenção migratória não são isoladas.
“Já recebemos relatos de pessoas com leucemia, câncer e vivendo com HIV que também enfrentam dificuldades para acessar tratamento adequado”, afirmou uma porta-voz da entidade, destacando que situações semelhantes têm sido registradas em diferentes instalações pelo país.
O caso levanta novos questionamentos sobre as condições de saúde e tratamento oferecidos a imigrantes sob custódia nos Estados Unidos, especialmente aqueles com necessidades médicas específicas.
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