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Revista Brazilian Times # 83
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Brasileiro é condenado por assassinato brutal na Califórnia e pode pegar prisão perpétua

Com a condenação já estabelecida, a expectativa se volta agora para a definição da pena. O caso segue sendo acompanhado de perto por autoridades e familiares, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, enquanto novas linhas de investigação continuam sendo avaliadas.

Em audiência na justiça, Luís Akay disse que matou Anna Laura estrangulada e manteve o corpo dentro de uma mala por dois dias

Foi concluído na sexta-feira (3), em Los Angeles (Califórnia), o julgamento do brasileiro Luís Antônio Gomes Akay, considerado culpado pelo assassinato de Anna Laura Costa Porsborg, também de origem brasileira. A decisão, unânime entre os jurados, enquadra o réu por homicídio em primeiro grau — uma das acusações mais graves no sistema penal norte-americano. A definição da pena está marcada para o dia 27 de abril, e ele pode ser condenado a um período que varia de 25 anos até prisão perpétua.

O processo judicial teve início na primeira quinzena de março e se estendeu por mais de 20 dias, com a apresentação de evidências, depoimentos e reconstrução dos fatos. Entre os momentos mais marcantes esteve o depoimento da mãe da vítima, Erbena Costa, que participou como testemunha de acusação e acompanhou presencialmente o julgamento.

Anna Laura, de 22 anos, era natural de Santarém, no Pará, e vivia há cerca de cinco anos nos Estados Unidos, onde atuava como soldado do Exército. Na ocasião do crime, ela residia no estado da Virgínia e havia viajado a Los Angeles para passar alguns dias com o então companheiro.

Segundo as investigações, o homicídio ocorreu em 27 de dezembro de 2022, dentro de um quarto de hotel onde o casal estava hospedado. De acordo com a confissão prestada pelo acusado, a jovem foi morta por estrangulamento após uma discussão relacionada ao fim do relacionamento. Akay foi preso três dias depois, em 30 de dezembro, e permanece sob custódia desde então.

Durante os depoimentos, vieram à tona detalhes sobre a tentativa de ocultação do crime. O réu relatou às autoridades que manteve o corpo da vítima dentro de uma mala por cerca de dois dias no hotel, enquanto decidia como proceder. Em seguida, afirmou ter transportado o corpo até uma área montanhosa nos arredores de Los Angeles, onde teria realizado o enterro, cobrindo o local com pedras. No entanto, declarou não se lembrar da localização exata.

Até o momento, o corpo de Anna Laura não foi encontrado. Meses após o crime, a descoberta do celular da vítima em uma região montanhosa reacendeu as buscas, mas sem resultados conclusivos.

O desaparecimento da jovem foi percebido pela mãe, com quem mantinha contato frequente. Após a interrupção repentina das comunicações, Erbena Costa iniciou buscas por conta própria e acionou autoridades brasileiras. A Polícia Federal comunicou o caso ao FBI, que passou a atuar na investigação e posteriormente confirmou a morte, com base na confissão do acusado.

O caso ganhou novos contornos ao longo do julgamento. O Ministério Público trouxe aos Estados Unidos familiares de Ana Cláudia Silva, ex-companheira de Akay, desaparecida em 2017 na cidade de Sorocaba (SP), após sair para encontrá-lo. A reabertura dessa investigação, no Brasil, passou a ser considerada diante das semelhanças entre os episódios.

Além disso, surgiram relatos de uma possível vítima em New Jersey, que teria sido mantida em situação de cárcere privado. Embora ainda não haja confirmação oficial dessas suspeitas, os elementos apresentados durante o processo levantaram questionamentos sobre um possível padrão de comportamento do condenado.

Com a condenação já estabelecida, a expectativa se volta agora para a definição da pena. O caso segue sendo acompanhado de perto por autoridades e familiares, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, enquanto novas linhas de investigação continuam sendo avaliadas.

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