Em meio a uma série de controvérsias, a secretária do Trabalho da gestão de Donald Trump, Lori Chavez-DeRemer, anunciou sua saída do cargo nesta segunda-feira, conforme informou a Casa Branca.
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Secretária do Trabalho do governo Trump deixa o cargo nesta segunda-feira
Em meio a uma série de controvérsias, a secretária do Trabalho da gestão de Donald Trump, Lori Chavez-DeRemer, anunciou sua saída do cargo nesta segunda-feira, conforme informou a Casa Branca.
De acordo com o porta-voz Steven Cheung, a agora ex-secretária deixará a administração para ingressar na iniciativa privada. “Ela desempenhou um trabalho excepcional, defendendo os trabalhadores americanos, promovendo práticas justas no ambiente de trabalho e contribuindo para o desenvolvimento de novas habilidades profissionais”, declarou em publicação na rede X.
Com a saída, o vice-secretário Keith Sonderling assumirá interinamente o comando da pasta.
Apesar de breve, a passagem de Chavez-DeRemer pelo cargo foi marcada por turbulências. Ela enfrentou acusações que incluem um suposto relacionamento com um integrante de sua equipe de segurança, pedidos inadequados a funcionários — como a compra de bebidas alcoólicas em horários variados — e uso indevido de recursos públicos, inclusive para a realização de uma festa pessoal.
Também vieram à tona relatos de que a ex-secretária teria orientado funcionárias mais jovens a manter contato com seu marido e seu pai. Fontes ouvidas pelo The New York Times indicam que, durante uma investigação interna, ela teria instruído essas colaboradoras a “darem atenção” aos dois.
Outro episódio envolvendo seu marido agravou a situação: ele foi impedido de acessar as dependências do Departamento do Trabalho após ser acusado de agredir duas funcionárias.
Indicada por Trump no fim de 2024 e confirmada ao cargo em março de 2025, a ex-congressista republicana permaneceu pouco mais de um ano à frente da pasta. Nesse período, conduziu uma ampla reestruturação no funcionalismo federal, marcada por cortes significativos e desligamentos em massa, dentro da política do governo de redução de gastos.
Sinais de desgaste já vinham sendo observados nas últimas semanas. Após a demissão repentina da ex-procuradora-geral Pam Bondi, o foco de insatisfação do presidente teria se voltado para integrantes do próprio gabinete. Segundo apuração do Politico, fontes internas indicaram que Trump estaria “bastante irritado” com assessores e avaliava mudanças na equipe, incluindo possíveis demissões.
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