Dados recentes apontam aumento no número de mortes sob custódia do ICE, reacendendo o debate sobre a necessidade de reformas e maior supervisão nas condições dos centros de detenção.
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Congresso pressiona governo por libertação de imigrante detida pelo ICE em estado grave de saúde no Texas
Uma parlamentar dos Estados Unidos está pressionando o governo federal pela liberação imediata de uma imigrante sob custódia do Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês), após a revelação de que a detida enfrenta uma condição médica considerada grave e potencialmente fatal.
A deputada Angie Craig afirmou que a situação da jovem Andrea Pedro-Francisco, de origem guatemalteca, representa um caso de “vida ou morte”, devido a um cisto ovariano de grandes proporções, com risco de ruptura e necessidade urgente de intervenção cirúrgica.
Andrea foi detida no dia 5 de fevereiro enquanto se dirigia ao trabalho, onde atuava na limpeza de residências, e posteriormente transferida para um centro de detenção provisório localizado nas proximidades de El Paso, no Texas. Segundo informações, ela não possui antecedentes criminais nem ordem final de deportação.
De acordo com a parlamentar, o escritório dela vem tentando, há mais de um mês, obter respostas das autoridades imigratórias sobre o estado de saúde da jovem, sem sucesso. Há também denúncias de que o atendimento médico oferecido no local é insuficiente.
Antes da detenção, Andrea já estava com cirurgia marcada para remoção do cisto, que vinha causando dores intensas e exigindo medicação mais forte. No entanto, sob custódia, ela teria recebido apenas analgésicos básicos, como ibuprofeno e paracetamol.
Em nota, o Departamento de Segurança Interna (DHS) informou que a imigrante foi atendida diversas vezes por profissionais de saúde e chegou a ser levada a um hospital, onde o diagnóstico foi confirmado. O órgão também afirmou que os centros de detenção oferecem “assistência médica abrangente”, incluindo atendimento emergencial 24 horas.
O caso também reacende preocupações sobre as condições nos centros de detenção imigratória. O local onde Andrea está detida foi descrito como superlotado e com histórico de surtos de doenças como COVID-19, tuberculose e sarampo.
Relatos indicam ainda a ocorrência de mortes recentes sob custódia, além de denúncias de negligência médica e problemas na alimentação. O contrato da empresa responsável pela unidade chegou a ser encerrado após sucessivas críticas e investigações.
A defesa da imigrante entrou com um pedido judicial para contestar a detenção, mas a solicitação foi negada. Agora, advogados tentam obter a liberação por motivos humanitários, destacando a urgência do quadro clínico.
Organizações comunitárias e grupos de apoio a imigrantes também passaram a acompanhar o caso, enquanto familiares pedem que Andrea seja libertada para receber tratamento adequado.
“Não é tarde demais para salvá-la”, afirmou a advogada responsável pela defesa.
O episódio ocorre em meio a um endurecimento das políticas de imigração e levanta novos questionamentos sobre o tratamento dado a detidos em situação vulnerável.
Dados recentes apontam aumento no número de mortes sob custódia do ICE, reacendendo o debate sobre a necessidade de reformas e maior supervisão nas condições dos centros de detenção.
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