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Revista Brazilian Times # 84
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Cruzeiro vence e se afasta do Z4

Ao apito final, a celebração dos jogadores cruzeirenses no gramado do Baenão refletiu o alívio de quebrar um tabu histórico e a importância de subir na classificação

   O Cruzeiro alcançou um feito histórico na noite deste sábado, dia 25, ao derrotar o Remo por 1 a 0 em pleno Estádio Baenão, em Belém. O confronto, válido pela 13ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro, foi decidido pelo faro de gol do atacante Arroyo, que garantiu três pontos fundamentais para a caminhada da equipe mineira na competição nacional. Com este triunfo, a Raposa chega aos 16 pontos e consegue respirar com maior tranquilidade na tabela, distanciando-se consideravelmente da zona de rebaixamento, enquanto o time paraense amarga a penúltima colocação com apenas 8 pontos conquistados.

     A vitória em solo paraense carregou um simbolismo especial para o clube mineiro, pois representou o primeiro resultado positivo jogando como visitante nesta edição do Brasileirão. Mais do que os pontos na tabela, o Cabuloso encerrou um incômodo jejum histórico de nunca ter vencido o time azulino em seus domínios. A estratégia adotada pelo técnico cruzeirense foi de paciência, buscando explorar os espaços deixados pelos donos da casa, que mantinham o meio de campo bastante congestionado, dificultando a articulação central das jogadas durante boa parte da etapa inicial.

     Diante da barreira imposta pelo Remo, o Cruzeiro optou por atacar pelas extremidades do campo, utilizando as laterais como principal via de escape. O lateral Kauã foi peça ativa nesse esquema, efetuando diversos cruzamentos pela direita na tentativa de encontrar os atacantes posicionados na área. Por outro lado, a equipe do Remo, mesmo contando com o apoio de sua torcida, apresentava dificuldades em manter a posse de bola e apostava em transições rápidas para tentar surpreender a defesa mineira, embora tenha produzido pouco perigo real nos primeiros minutos da partida.

     O jogo começou a ganhar intensidade a partir dos 28 minutos, quando Bruno Rodrigues disputou uma bola dividida com o goleiro adversário, que levou a melhor e evitou o que seria o primeiro gol da Raposa. Logo em seguida, o clima esquentou no Baenão com um gol anulado do Remo; o árbitro assinalou falta de Pikachu sobre o goleiro Matheus Cunha antes da conclusão de Jajá. O susto não abalou o Cruzeiro, que respondeu rapidamente e, aos 33 minutos, viu Arroyo carregar pela esquerda e desferir um chute cruzado preciso para abrir o placar e silenciar o estádio.

     Ainda antes do intervalo, o Leão buscou o empate em uma cabeçada de Poveda que acabou saindo pela linha de fundo, mas a tônica do jogo mudou no início do segundo tempo. Precisando reverter a desvantagem, o Remo voltou dos vestiários com uma postura mais agressiva, apostando intensamente em cruzamentos para povoar a área mineira. Aos 12 minutos, o time da casa teve uma chance clara quando Patrick chegou à linha de fundo e cruzou para Jajá, que acabou finalizando para fora, desperdiçando uma oportunidade preciosa de igualar o marcador.

     O Cruzeiro, por sua vez, tentava administrar o resultado e buscava o segundo gol para liquidar a fatura. Aos 17 minutos, Romero arriscou um chute de longa distância que saiu sem força, e pouco depois, aos 26, o goleiro Rangel precisou trabalhar dobrado ao realizar duas defesas consecutivas em finalizações da Raposa. A partida seguiu aberta e com chances para ambos os lados, com Alef Manga recebendo um ótimo lançamento aos 34 minutos e finalizando pelo lado de fora da rede, mantendo a tensão até os instantes finais do confronto.

     Já nos acréscimos, o Remo exerceu uma pressão final desesperada em busca do empate. Em uma jogada aérea, Marcelinho escorou para o meio da área e João Pedro, após vencer a disputa física com os defensores, teve a chance de se tornar o herói da noite, mas acabou chutando para fora. A falta de precisão nas finalizações custou caro ao time paraense, que viu o tempo se esgotar sem conseguir furar o bloqueio defensivo montado pela equipe mineira, que soube sofrer nos momentos de pressão para garantir o resultado positivo.

     Ao apito final, a celebração dos jogadores cruzeirenses no gramado do Baenão refletiu o alívio de quebrar um tabu histórico e a importância de subir na classificação. Para o Remo, a derrota aprofunda a crise técnica e mantém o sinal de alerta ligado na luta contra o rebaixamento, exigindo uma reação imediata nas próximas rodadas. O Cruzeiro retorna para Belo Horizonte com a confiança renovada e a prova de que pode ser competitivo longe de seus domínios, enquanto Arroyo sai de campo como o grande protagonista de uma noite memorável para o torcedor celeste.

 

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