Cerca de 64% dos americanos se opõem ao fim da cidadania automática para pessoas nascidas em território americano
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Maioria dos americanos rejeita fim da cidadania automática
Uma ampla maioria da população dos Estados Unidos é contra o fim da chamada cidadania por nascimento — direito garantido pela 14ª Emenda da Constituição — segundo uma nova pesquisa nacional realizada pela Reuters/Ipsos. O levantamento surge em um momento decisivo, enquanto a Suprema Corte se prepara para julgar uma medida que pode redefinir esse princípio histórico no país.
De acordo com o estudo, realizado entre os dias 15 e 20 de abril de 2026 com 4.557 adultos, cerca de 64% dos americanos se opõem ao fim da cidadania automática para pessoas nascidas em território americano, enquanto apenas 32% apoiam a mudança.
A discussão ganhou força após uma ordem executiva assinada pelo ex-presidente Donald Trump em janeiro de 2025, que busca restringir o direito para filhos de imigrantes sem status legal ou com permanência temporária. A medida foi contestada judicialmente e agora está nas mãos da Supreme Court of the United States, que deve emitir uma decisão até o final de junho.
Divisão política acentuada
A pesquisa também revela uma forte divisão partidária sobre o tema. Entre os democratas, apenas cerca de 9% apoiam o fim da cidadania por nascimento. Já entre os republicanos, o cenário se inverte: aproximadamente 62% defendem a mudança.
Esse contraste evidencia como a questão se tornou um dos principais pontos de polarização política nos Estados Unidos, especialmente dentro do debate mais amplo sobre imigração.
Impacto histórico e jurídico
A cidadania por nascimento é um dos pilares da legislação americana desde 1868, quando a 14th Amendment to the United States Constitution foi ratificada após a Guerra Civil. A possível revisão desse direito é considerada por especialistas como um dos julgamentos mais importantes em décadas, com potencial impacto sobre milhares de nascimentos por ano no país.
Caso a Suprema Corte valide a proposta, especialistas alertam que a mudança poderá alterar profundamente o sistema migratório e gerar insegurança jurídica para famílias imigrantes.
Pressão cresce antes da decisão
Com a proximidade do julgamento, o tema ganha cada vez mais destaque no cenário político e jurídico americano. Organizações civis, especialistas em imigração e lideranças políticas acompanham de perto o caso, que pode redefinir o conceito de cidadania nos Estados Unidos.
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