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Revista Brazilian Times # 84
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Jovens brasileiros disputam mundial de robótica em Houston e levam inovação a cenário global

A presença brasileira no campeonato mundial reforça o crescimento da robótica educacional como ferramenta de transformação social e formação profissional. Mais do que medalhas, a participação no FIRST Championship representa uma oportunidade de inserção global para jovens talentos e um passo importante na consolidação do Brasil como referência em inovação e tecnologia aplicada à educação.


Uma delegação brasileira formada por estudantes de 9 a 18 anos embarca para a cidade de Houston, Texas, para participar do FIRST Championship, considerado o principal torneio internacional de robótica educacional. O evento será realizado entre os dias 29 de abril e 2 de maio e reunirá equipes de mais de 50 países.

Ao todo, 17 equipes brasileiras, oriundas de nove estados e do Distrito Federal, representarão o país na competição. A delegação é liderada pelo Serviço Social da Indústria, responsável pela organização oficial dos torneios da FIRST no Brasil.

Os times são formados por estudantes de escolas do SESI, além de instituições públicas e privadas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais, Pernambuco, Sergipe, Espírito Santo e Santa Catarina. A diversidade geográfica, segundo especialistas, reflete a expansão da robótica educacional no país.

“A presença de equipes de diferentes estados mostra como a robótica se consolida no Brasil de forma democrática, com oportunidades para jovens de várias realidades. Mais do que competir, esses estudantes desenvolvem competências essenciais e ajudam a fortalecer a cultura da inovação e do trabalho em equipe”, afirmou o diretor superintendente do SESI, Paulo Mol.

A maior parte da delegação brasileira (nove equipes) disputará a categoria mais avançada, a FIRST Robotics Competition (FRC), que envolve a construção de robôs industriais de até 56 quilos e cerca de 1,2 metro de altura. Além do desempenho técnico, os participantes também desenvolvem projetos sociais voltados à disseminação da robótica em comunidades.

Outras equipes competem em diferentes níveis do torneio. Na FIRST LEGO League Challenge (FLLC), estudantes de 9 a 15 anos utilizam peças de LEGO para criar robôs capazes de cumprir missões em partidas cronometradas, além de propor soluções inovadoras para problemas reais. Já na FIRST Tech Challenge (FTC), alunos do ensino médio desenvolvem robôs de até 19 quilos, com programação em linguagens como Java e sistemas baseados em Android.

A competição é também uma vitrine internacional de talentos, frequentemente acompanhada por grandes empresas de tecnologia e indústria, como Apple, Google e Toyota, que utilizam o evento para identificar jovens promissores.

Brasileiros também atuam como voluntários

Além dos competidores, o Brasil também será representado por três voluntários em funções estratégicas no evento. Entre eles está Gustavo Bays, de Novo Hamburgo (RS), que se tornará o primeiro brasileiro a narrar partidas do torneio mundial em inglês. Estudante de jornalismo, ele iniciou sua trajetória na robótica em 2018 como competidor.

Outro destaque é Gabriel Silveira, estudante de Engenharia da Computação que atuará na arbitragem da categoria mais avançada. Já Silas Vergílio, engenheiro elétrico com quase duas décadas de experiência no setor, participará como juiz na FRC.

Trajetória de conquistas

Desde 2012, quando o SESI passou a organizar as competições da FIRST no Brasil, mais de 45 mil estudantes já participaram dos torneios. Nesse período, o país acumulou mais de 110 prêmios internacionais apenas na categoria iniciante.

A presença brasileira no campeonato mundial reforça o crescimento da robótica educacional como ferramenta de transformação social e formação profissional. Mais do que medalhas, a participação no FIRST Championship representa uma oportunidade de inserção global para jovens talentos e um passo importante na consolidação do Brasil como referência em inovação e tecnologia aplicada à educação.

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