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Revista Brazilian Times # 83
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Estudante brasileiro é preso após ameaça com arma de pressão em escola de New Jersey

O episódio reacende o debate sobre segurança em escolas e o acesso de jovens a réplicas de armas que, embora não sejam classificadas como armas de fogo convencionais, podem causar ferimentos e gerar pânico em ambientes escolares.


Um estudante de 18 anos foi preso após supostamente ameaçar um colega com uma arma de pressão dentro da Northern Valley Regional High School, na cidade de Old Tappan, no estado de New Jersey. De acordo com informações divulgadas por autoridades locais e veículos de imprensa, o jovem é de origem brasileira e havia completado 18 anos há cerca de duas semanas.

Identificado como Ryan Riberio Rodrigues de Sousa, o estudante — que, segundo fontes policiais, teria utilizado variações do próprio nome com hífens — havia se transferido recentemente para a instituição. Ele foi detido e permanece sob custódia na cadeia do condado de Bergen desde a noite de segunda-feira (27).

Segundo a polícia, o caso veio à tona por volta das 11h30 da manhã, quando outro aluno alertou funcionários da escola sobre a presença de uma arma. A denúncia levou ao imediato acionamento de um protocolo de segurança, com o fechamento total (lockdown) da unidade escolar.

A resposta mobilizou uma ampla operação policial, envolvendo a equipe regional da SWAT do condado de Bergen, agentes do xerife e departamentos de polícia de diversas cidades da região, incluindo Old Tappan, Northvale, Norwood, Harrington Park, Closter e River Vale.

De acordo com a oficial responsável pelo caso, Kathryn J. Weaver, o estudante foi rapidamente localizado, detido e encaminhado à custódia. Durante a abordagem, foi constatado que ele portava uma pistola de ar comprimido do tipo CO₂.

Apesar da apreensão do suspeito, equipes especializadas, incluindo uma unidade K-9 do xerife, realizaram uma varredura completa nas dependências da escola como medida preventiva. O local foi considerado seguro pouco antes das 13h.

Inicialmente, houve confusão sobre o tipo de armamento envolvido. Posteriormente, autoridades esclareceram que se tratava de uma réplica de uma pistola histórica popular, que utiliza cartuchos de CO₂ para disparar projéteis metálicos de calibre .177, como esferas de aço (BBs) ou pequenos pellets — diferentemente das armas de airsoft, que utilizam munição plástica.

O estudante foi acusado de ameaça terrorista, posse de arma e posse de arma com finalidade ilegal. O caso segue sob investigação, e autoridades não informaram se ele possui representação legal ou data para audiência inicial.

O episódio reacende o debate sobre segurança em escolas e o acesso de jovens a réplicas de armas que, embora não sejam classificadas como armas de fogo convencionais, podem causar ferimentos e gerar pânico em ambientes escolares.

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