Segundo a apuração da PF, os grupos investigados teriam movimentado aproximadamente R$ 240 milhões entre os anos de 2018 e 2023. Apenas a estrutura ligada à investigada presa nesta quinta-feira teria registrado movimentações financeiras estimadas em cerca de R$ 45 milhões no mesmo período.
Publicidade
Publicidade
Operação da PF prende sogra do governador de Goiás em esquema que enviou ilegalmente brasileiros aos EUA
Da redação
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, dia 07, uma operação contra um suposto esquema internacional de imigração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos e cumpriu mandado de prisão preventiva contra Maria Helena de Sousa Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela. A ação ocorreu em Goiânia e integra uma investigação sobre organizações criminosas suspeitas de atuar há décadas no envio clandestino de brasileiros ao exterior.
Segundo a apuração da PF, os grupos investigados teriam movimentado aproximadamente R$ 240 milhões entre os anos de 2018 e 2023. Apenas a estrutura ligada à investigada presa nesta quinta-feira teria registrado movimentações financeiras estimadas em cerca de R$ 45 milhões no mesmo período. Os investigadores apontam que empresas de fachada eram utilizadas para ocultar a origem dos recursos e dar aparência de legalidade às operações financeiras.
Conforme as investigações, o esquema funcionava de maneira organizada e com atuação transnacional. Os suspeitos seriam responsáveis por coordenar todas as etapas da viagem clandestina, desde a saída dos migrantes do Brasil até a travessia irregular da fronteira dos Estados Unidos. A rota utilizada incluía passagens por países da América Central, especialmente México e Panamá, considerados estratégicos pelos grupos criminosos.
A Polícia Federal informou ainda que as organizações investigadas mantinham uma estrutura logística sofisticada, com divisão de funções, apoio operacional em diferentes países e uma rede voltada ao recrutamento de brasileiros interessados em entrar ilegalmente em território norte-americano. A atuação criminosa, segundo os investigadores, remonta aos anos 2000.
As apurações envolvem suspeitas de crimes como promoção de imigração ilegal, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Mandados judiciais também foram cumpridos em outros endereços ligados aos investigados, embora o número total de envolvidos não tenha sido oficialmente divulgado até o momento.
Em nota, a Polícia Federal ressaltou que nem o governador Daniel Vilela nem sua esposa são alvos da investigação. Até a publicação desta reportagem, a defesa de Maria Helena de Sousa Netto Costa não havia se manifestado publicamente sobre as acusações.
O caso ganhou repercussão nacional devido ao volume financeiro atribuído ao esquema e à ligação familiar de uma das investigadas com o núcleo político do governo estadual de Goiás.
Publicidade




