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Revista Brazilian Times # 84
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Brasileiros na Carolina do Sul denunciam golpe do falso seguro de carro aplicado pelas redes sociais

Um novo golpe tem feito vítimas entre brasileiros que vivem na Carolina do Sul. Criminosos estão utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens para oferecer supostos seguros de automóveis com preços atrativos, recebem o pagamento antecipado e desaparecem sem contratar qualquer apólice.

Um novo golpe tem feito vítimas entre brasileiros que vivem na Carolina do Sul. Criminosos estão utilizando redes sociais e aplicativos de mensagens para oferecer supostos seguros de automóveis com preços atrativos, recebem o pagamento antecipado e desaparecem sem contratar qualquer apólice.

Muitos motoristas só descobrem que foram enganados quando são parados pela polícia e constatam que o veículo está sem cobertura válida.

Segundo relatos obtidos pela reportagem, os golpistas se apresentam como corretores ou agentes de seguros, enviam propostas aparentemente profissionais e prometem ativação imediata da apólice após o pagamento.

Após receberem o dinheiro, costumam encaminhar documentos falsificados ou simplesmente afirmam que o seguro já está ativo. Quando a vítima tenta confirmar a cobertura junto à seguradora ou é abordada por policiais, percebe que o seguro nunca existiu.

“Só descobri quando fui parado pela polícia”

“Carlos” (nome fictício), morador da região de Greenville, contou que pagou centenas de dólares a um suposto agente que encontrou em um grupo de brasileiros no Facebook.

“Ele parecia muito profissional, falava em português, mandou um contrato e disse que o seguro estava ativo no mesmo dia. Só descobri que era golpe quando fui parado pela polícia e o sistema mostrou que meu carro não tinha seguro”, relatou.

Além do prejuízo financeiro, Carlos recebeu multa e passou pelo constrangimento de dirigir sem a cobertura obrigatória exigida por lei.

Telefones desativados e novas linhas

“Juliana” (nome fictício), de Charleston, viveu situação semelhante. Após desconfiar da ausência de documentos oficiais, tentou entrar em contato com o suposto corretor, mas o número já havia sido desativado.

“Quando percebi o golpe, o telefone não existia mais. Depois descobri que eles abrem outra linha e continuam enganando outras pessoas”, disse.

Medo de denunciar

Muitas vítimas evitam registrar boletim de ocorrência ou expor publicamente seus nomes por receio de constrangimento ou por medo de problemas relacionados ao status imigratório.

Esse silêncio acaba favorecendo os golpistas, que continuam atuando livremente e fazendo novas vítimas na comunidade.

Como se proteger

Especialistas recomendam alguns cuidados antes de contratar qualquer seguro. O primeiro dele é buscar uma agência que tenha escritório físico e já estabelecido no mercado há algum tempo e histórico junto à comunidade. Depois disso:

  • confirmar se o corretor possui licença válida para atuar no estado;
  • verificar diretamente com a seguradora se a apólice foi emitida;
  • desconfiar de preços muito abaixo do mercado;
  • evitar pagamentos via aplicativos pessoais sem comprovantes oficiais;
  • exigir documentação emitida pela seguradora.

Na Carolina do Sul, dirigir sem seguro pode resultar em multas, suspensão da carteira e até apreensão do veículo.

Alerta à comunidade

Líderes comunitários orientam os brasileiros a procurarem apenas corretores licenciados e empresas reconhecidas no mercado.

O caso serve de alerta para que consumidores redobrem a atenção antes de enviar dinheiro a desconhecidos, especialmente em transações feitas pelas redes sociais.

Para quem já foi vítima, a recomendação é reunir comprovantes, denunciar à polícia local e informar o caso ao Departamento de Seguros da Carolina do Sul.

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