Poucas horas depois de anunciar a lista de convocados para a Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti participou ao vivo da edição do “Jornal Nacional” desta segunda-feira. O técnico da Seleção Brasileira falou sobre o processo de escolha dos 26 jogadores e garantiu que não se sentiu ansioso para fechar o grupo, apesar da enorme expectativa que tomou conta do país nos últimos dias.
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Treinador da seleção dá entrevista ao “Jornal Nacional”
Poucas horas depois de anunciar a lista de convocados para a Copa do Mundo de 2026, Carlo Ancelotti participou ao vivo da edição do “Jornal Nacional” desta segunda-feira. O técnico da Seleção Brasileira falou sobre o processo de escolha dos 26 jogadores e garantiu que não se sentiu ansioso para fechar o grupo, apesar da enorme expectativa que tomou conta do país nos últimos dias.
“A lista final foi fechada hoje, ao meio-dia, tivemos que esperar os jogos do fim de semana. No futebol sempre podem acontecer problemas. A expectativa era muito alta. Não tive ansiedade. Escuto as pessoas na praia, no restaurante, todo mundo perguntava quem eu ia convocar. Isso faz parte desse país”, reconheceu o treinador.
Na bancada do telejornal, Ancelotti voltou a explicar a convocação de Neymar, do Santos, tema que dominou o noticiário esportivo. O italiano reforçou que a presença do craque dependia exclusivamente da evolução física após as lesões que o afastaram por longo período. “Sempre falamos que dependia da sua condição física. Nos últimos tempos, ele mostrou evolução, jogou com continuidade. Não precisava testá-lo. Eu não estou focado no individual dos jogadores, mas no coletivo. Se merece ser titular, vai ser titular. Ele tem o mesmo papel dos outros 25. Quem merece vai jogar”, afirmou.
O treinador destacou ainda que transformar um grupo de atletas talentosos em um time resiliente é o maior desafio para conquistar a Copa. Segundo ele, o Brasil tem a sorte de contar com muitos jogadores de qualidade, mas é preciso combinar talento com disciplina e espírito coletivo. “Para ter sucesso no futebol, é muito importante o talento. O Brasil, por sorte, tem muitos jogadores com talento. Mas é preciso compromisso, boa atitude, concentração. Esse é o trabalho que começamos há um ano, quando cheguei aqui”, explicou.
Ancelotti também projetou a fase de grupos da Copa e apontou o duelo contra o Marrocos, no dia 13 de junho, como o mais difícil. Para o técnico, os africanos devem brigar pela liderança da chave, e terminar em primeiro lugar seria fundamental para garantir uma trajetória mais tranquila na competição. Ele ressaltou que o Brasil é um dos favoritos ao título, mas lembrou que outras seleções como França, Argentina, Espanha, Portugal e Inglaterra também chegam fortes. “São muitos times. Mas ninguém é perfeito. Vamos competir, sem nenhuma dúvida”, garantiu.
Até agora, Carlo Ancelotti comandou o Brasil em dez partidas, com cinco vitórias, dois empates e três derrotas. A equipe marcou 18 gols e sofreu oito, números que reforçam a necessidade de ajustes, mas também mostram evolução. O treinador acredita que o período de preparação antes da Copa será decisivo para consolidar o grupo e alinhar os detalhes finais.
Os convocados começam a se apresentar no dia 27 de maio, na Granja Comary, em Teresópolis. No dia 31, o Brasil enfrenta o Panamá, no Maracanã, em amistoso que marcará a despedida em território nacional. A delegação viaja para os Estados Unidos no dia seguinte e terá mais um amistoso contra o Egito, no dia 6 de junho, em Cleveland. A estreia no Mundial será contra o Marrocos, em Nova Jersey, às 19h (de Brasília). Depois, o Brasil encara o Haiti, dia 19, às 21h30, na Filadélfia, e fecha a fase de grupos contra a Escócia, dia 24, às 19h, em Miami.
Ilustração: https://ge.globo.com/futebol/copa-do-mundo/noticia/2026/05/18/ancelotti-diz-que-fechou-lista-para-a…
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