Uma grande operação policial realizada no estado da Flórida revelou um sofisticado esquema criminoso de roubo e revenda de mercadorias furtadas de grandes redes de materiais de construção nos Estados Unidos. As autoridades do condado de Hillsborough anunciaram a prisão de 14 pessoas acusadas de integrar uma organização que teria movimentado mais de US$ 7 milhões apenas no último ano com a venda de produtos roubados.
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Polícia desmantela esquema milionário de produtos roubados na Flórida
Uma grande operação policial realizada no estado da Flórida revelou um sofisticado esquema criminoso de roubo e revenda de mercadorias furtadas de grandes redes de materiais de construção nos Estados Unidos. As autoridades do condado de Hillsborough anunciaram a prisão de 14 pessoas acusadas de integrar uma organização que teria movimentado mais de US$ 7 milhões apenas no último ano com a venda de produtos roubados.
A investigação, denominada “Operation D-Fence”, foi conduzida pelo Gabinete do Xerife de Hillsborough em parceria com procuradores estaduais e federais. Segundo as autoridades, o grupo atuava principalmente furtando produtos de lojas como Home Depot e Lowe’s, além de atacar depósitos e canteiros de obras em diferentes estados americanos.
De acordo com o xerife Chad Chronister, o esquema funcionava “como uma verdadeira empresa”, com divisão de tarefas, logística organizada e um sistema estruturado de revenda das mercadorias.
“As pessoas envolvidas não estavam cometendo pequenos furtos. Elas criaram uma operação criminosa multimilionária que impactava diretamente empresas, consumidores e trabalhadores”, afirmou o xerife durante coletiva de imprensa.
As investigações tiveram início em novembro de 2025, depois que autoridades receberam informações sobre movimentações suspeitas em uma residência localizada em Lutz, na região de Tampa. O local funcionaria como um centro de armazenamento e distribuição de produtos furtados.
Com o avanço das apurações, investigadores descobriram que o grupo operava em vários estados, incluindo Flórida, Kentucky, Indiana e Tennessee. Segundo a polícia, os suspeitos utilizavam diferentes métodos para obter as mercadorias ilegalmente.
Entre os esquemas identificados estavam: furtos diretos em grandes lojas; invasões a contêineres e depósitos de obras; fraudes em devoluções de produtos; utilização de recibos falsificados; e revenda online em larga escala.
As autoridades afirmam que o grupo realizou mais de 1.800 vendas pela internet ao longo dos últimos meses.
Durante o cumprimento de mandados de busca, agentes apreenderam aproximadamente US$ 5 milhões em produtos roubados, além de cerca de US$ 220 mil em dinheiro vivo e sete veículos ligados à organização.
Entre os itens recuperados estavam: ferramentas elétricas; equipamentos industriais; materiais elétricos; aparelhos de ar-condicionado; eletrodomésticos; tintas; e equipamentos de construção civil.
Investigadores afirmam que parte do dinheiro obtido com o esquema era utilizado para aquisição de carros de luxo, joias e viagens internacionais.
As autoridades identificaram Hoover Rengifo, de 55 anos, como o suposto líder da organização criminosa. Segundo a investigação, familiares dele também participavam ativamente do esquema.
Entre os nomes divulgados oficialmente estão Hoover Rengifo, 55 anos, Marribell Rengifo, 50 anos, Sebastian Rengifo, 21 anos, e Alejandro Rengifo, 23 anos.
A polícia afirma que cada integrante possuía uma função específica dentro da estrutura criminosa, incluindo coleta das mercadorias furtadas, armazenamento, transporte e comercialização dos produtos.
Os envolvidos agora enfrentam diversas acusações criminais, entre elas formação de organização criminosa, lavagem de dinheiro, tráfico de propriedade roubada, fraude eletrônica, conspiração criminosa e furto qualificado.
As investigações continuam e as autoridades não descartam novas prisões nos próximos dias.
O caso chamou atenção nos Estados Unidos pelo alto volume financeiro movimentado pela organização e pela estrutura considerada altamente profissional do esquema criminoso. Autoridades afirmam que a operação causou prejuízos milionários para grandes redes varejistas e empresas da construção civil em vários estados americanos.




