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Edição MA 4374

Última Edição #4372

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 83
Última Edição #83

Brasil de todas as Copas

Logo Copa do Mundo 2026 —

Basta ver uma camisa num tom bem vivo de  amarelo, para uma ideia e um sonho virem à mente: o melhor futebol do planeta, praticado pela seleção brasileira principal masculina, pentacampeã do mundo, sem quaisquer derrotas, em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. Embora eventualmente vista seus talentosos craques com a camisa azul, como na final do Mundial de 1958, a equipe brasileira se notabilizou pelo amarelo do uniforme, que lhe rendeu apelidos como “Amarelinha” e “Canarinho”.

A Copa de 2026 vem sendo considerada a maior da história por ser a primeira a reunir 48 seleções e por ser a primeira organizada por três países: Canadá, Estados Unidos e México. Nela, a seleção brasileira vai estrear diante do Marrocos, em Nova York/Nova Jersey, neste sábado, dia 13, às 19h, pelo Grupo C da competição. Depois, vai pegar o Haiti, na Filadélfia, no dia 19, às 21h30m; e em seguida, vai se defrontar com a Escócia, em Miami, no dia 24, às 19h, sempre no horário de Brasília. A final do Mundial será no dia 19 de julho, em Nova York/Nova Jersey, e o sonho da seleção e da torcida brasileiras é a de que a equipe verde e amarela esteja lá.

Sob um céu de cinco estrelas, referentes ao número de títulos mundiais, o futebol brasileiro é o mais bem sucedido da história das Copas do Mundo, não apenas por esse retrospecto, como também por ser o detentor da Copa Jules Rimet, ganha definitivamente após o triunfo no Mundial México-1970. Tudo isso graças àquele que é considerado o melhor time de todos os tempos neste esporte.

Único país a ter estado presente em todos os Mundiais de futebol, este é o Brasil de 22 Copas já disputadas, e pronto para a 23a, com 114 jogos, 76 vitórias, 19 empates e 19 derrotas, 237 gols assinalados e 108 sofridos. Além dos cinco troféus, tem dois vice-campeonatos, em 1950 e 1998; dois terceiros lugares, em 1938 e 1978; e dois quartos, em  1974 e 2014. Outra façanha verde-amarela foi a de ter conseguido ganhar Copas fora de seu continente, o sul-americano: em 1958, na Suécia (Europa);  em 1970, no México (América do Norte); em 1994, nos EUA (América do Norte); e em 2002, na Coreia do Sul/Japão (Ásia). A “Amarelinha” ocupa o primeiro lugar do ranking de Copas do Mundo da Fifa.

Outras seleções também campeãs longe de seus continentes foram Argentina, em 1986, no México (América do Norte) e em 2022, no Qatar (Ásia); Espanha, em 2010, na África do Sul (continente africano) e Alemanha, em 2014, no Brasil (continente sul-americano).

Ao longo de sua história, em Mundiais ou noutras competições, a seleção brasileira tem como maior rival a Argentina. Levando em conta apenas as Copas do Mundo, foram quatro confrontos, com duas vitórias verde-amarelas, na Alemanha Ocidental, em 1974; e na Espanha, em 1982; um triunfo albiceleste, na Itália, em 1990; e um empate, na Argentina, em 1978.

Mais uma adversária de muito peso é a Itália. Contra a “Azzurra” (assim conhecida pelo azul de seu uniforme, que remete à Casa Real de Savóia), foram cinco clássicos, incluindo duas finais, ambas vencidas pelos brasileiros, no México-1970 e nos EUA-1994 (sendo esta nos pênaltis). Em 1978, no evento na Argentina, o Brasil ganhou a disputa pelo terceiro lugar.  Os italianos, por sua vez, eliminaram o Brasil na semifinal de 1938, na França, e na segunda fase de 1982, na Espanha, encaminhando-se para o título em ambas as edições.  Os “azzurri” não se classificaram para os megaeventos de 2018, 2022 e deste ano. Antes disso, os italianos não ficavam fora de um Mundial desde a Suécia-1958.

Mais um grande rival dos canarinhos veste a “Celeste Olímpica” (apelido herdado da conquista dos ouros olímpicos no futebol em Paris-1924 e Amsterdam-1998): o Uruguai, primeiro campeão das Copas em 1930. Seu segundo título mundial foi ganho em 1950 no Rio de Janeiro, no Maracanã lotado, ao superar o Brasil de virada por 2 a 1, no que era considerado a maior tragédia da história do futebol brasileiro, antes da derrota de 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal do Mundial de 2014. Ainda contra os uruguaios, os brasileiros duelaram na semifinal da Copa de 1970, garantindo a passagem à decisão e abrindo caminho para o tricampeonato na época.

Algoz do Brasil em 2014, no histórico 7 x 1, a Alemanha é outra forte adversária. Fez ainda a final do Mundial de 2002, o da Coreia do Sul/Japão, contra a seleção brasileira, mas esta levou a melhor.

O país que mais vezes se defrontou com o Brasil em Copas foi a Suécia, em sete oportunidades, com cinco triunfos verde-amarelos (incluindo uma goleada de 7 a 1 em 1950) e dois empates. O confronto mais marcante foi o da final de 1958, em pleno território sueco. Lá, a seleção brasileira teve de procurar às pressas um jogo de camisas azuis para poder enfrentar os donos da casa, cujo uniforme também incluía camisa amarela e calção azul – como os do Brasil. Na época, dirigentes da então Confederação Brasileira de Desportos (CBD) disseram aos jogadores que eles iriam atuar abençoados pelo azul do manto de Nossa Senhora Aparecida, padroeira nacional, e a equipe brasileira venceu por 5 a 2, conquistando a Copa pela primeira vez. Em 1994, no Mundial dos EUA, vantagem brasileira, com 1 a 1 na primeira fase e 1 a 0 na semifinal, rumo ao tetracampeonato.

No caso da França, uma pedrinha na chuteira verde-amarela. No que se refere às Copas, os “Azuis” estão em vantagem, tendo derrotado os canarinhos por 3 a 0 na decisão do Mundial na casa deles, em 1998, além de terem eliminado os brasileiros nas edições de México-1986 e Alemanha-2006. Em 1958, porém, Pelé, Garrincha, Vavá, Didi e cia eliminaram a então favorita França na semifinal.

Ao longo da história, oito seleções conseguiram a glória do título mundial. O Brasil, cinco vezes, em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002; Alemanha, em 1954, 1974, 1990, 2014; Itália, em 1934, 1938, 1982, 2006; Argentina, em 1978, 1986, 2022; Uruguai, em 1930, 1950; França, em 1998, 2018; Inglaterra, em 1966; e Espanha, em 2010.

Se os Estados Unidos são reconhecidos como a terra dos maiores astros do basquete, e a Jamaica, como pátria dos melhores velocistas do atletismo, o Brasil é sempre visto como o celeiro dos maiores craques e dos melhores representantes do atletismo mundial. Assim, Pelé é considerado o maior dentre os maiores de todos os tempos. Seu apelido se tornou um substantivo, para indicar o melhor em quaisquer atividades.

Mais alguns  gigantes da história brasileira nos campos são Mané Garrincha, Romário, Ronaldo Fenômeno, Bebeto, Didi, Rivellino, Rivaldo, Ronaldinho Gaúcho, Roberto Carlos, Jairzinho, Tostão, Gerson, Carlos Alberto Torres, Zagallo, Zito, Djalma Santos, Nilton Santos, Vavá, Bellini, Amarildo, os goleiros Gilmar, Félix, Taffarel e Marcos, entre outros. Todos campeões mundiais, que em épocas diversas trajaram a Amarelinha e fizeram-na brilhar incomparavelmente, com cinco estrelas no peito, graças ao melhor futebol da Terra.

RAPHINHA, EM BUSCA DO MELHOR DESEMPENHO 

Na coletiva desta quarta-feira (10), Raphinha abriu o coração ao falar sobre sua autocrítica e desempenho na seleção brasileira. O ponta do Barcelona admitiu que se cobra mais do que deveria e que, muitas vezes, tenta se provar além do necessário. “Eu, por ter autocrítica muito alta, me cobro muito mais do que o mister, propriamente dizendo. Tento me provar mais do que sou capaz do que eu deveria provar para o mister”, disse, referindo-se ao técnico Carlo Ancelotti.

O jogador explicou que essa postura vem desde os tempos de Espanha, quando já mantinha uma boa relação com o treinador, mesmo atuando em clubes rivais. Para ele, essa convivência próxima ajuda a entender melhor as exigências de Ancelotti e a buscar evolução constante. “Ele está muito contente com o que entrego nos treinos e jogos, mas sei que posso fazer muito mais, e estou buscando esse melhor ainda”, completou.

Raphinha também comentou sobre seu posicionamento em campo, destacando que está preparado para se adaptar às necessidades da equipe. Nos últimos jogos, atuou tanto pela esquerda quanto pela direita, além de aparecer por dentro, quase como um camisa 10. “Se tiver que jogar do lado esquerdo, vou me adaptar. Do lado direito tenho mais facilidade porque jogo há muito tempo ali”, explicou. Contra o Egito, por exemplo, desempenhou várias funções no ataque, alternando posições conforme o andamento da partida.

O atacante aproveitou para falar sobre sua relação com o torcedor brasileiro, reconhecendo que ela é diferente da que tem com os fãs no exterior. “Saí muito jovem, não tive conexão com nenhum clube aqui, então é natural que não tenha essa ligação. Entendo que tem gente que não gosta do meu futebol, tem gente que gosta, e tudo bem. Vou dar o meu melhor sempre, mesmo nos dias em que não entregar bom futebol, a vontade tem que estar lá”, afirmou.

Ele também abordou o impacto das redes sociais no ambiente da seleção. Raphinha afirmou que evita consumir críticas na internet, mas reconhece que os mais jovens são muito ligados a esse universo. “A gente tenta blindar o grupo daquilo que vem de fora. Os mais experientes aconselham a usar menos redes sociais para não criar expectativas ou frustrações”, explicou.

Foi então que o jogador revelou detalhes da rotina fora de campo, mostrando o lado descontraído da concentração. O dia começa com café da manhã e treino, seguido de momentos de lazer no hotel. “Tem a galera que vai para o videogame direto, a galera que vai para o truco. A gente tem até um simulador de F1, e tem a galera que vai para o simulador. Ping pong, está rolando campeonato de ping pong”, contou, em tom divertido.

Raphinha aproveitou para brincar com os mais experientes, que costumam passar mais tempo na fisioterapia. “Eles não gostam de ser chamados de velhos, então a gente fala que são experientes”, disse, arrancando risadas. Segundo ele, esses momentos de descontração são fundamentais para aliviar a pressão que acompanha a seleção em uma Copa do Mundo.

Mesmo nos períodos de lazer, há sempre espaço para cuidados com o corpo, como sessões de fisioterapia, botas de led e de pressão, além de outros tratamentos de recuperação muscular. “Nos momentos que dá para espairecer um pouquinho, a galera vai se divertir dentro do possível”, concluiu o ponta, mostrando que a rotina da seleção mistura disciplina e descontração em busca do equilíbrio ideal.

Raphinha durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira em Nova Jersey

Créditos: Rafael Ribeiro/CB

SELECAO FEMININA PERDE PARA OS EUA EM AMISTOSO

Três dias depois de vencer os Estados Unidos por 2 a 1 em São Paulo, a Seleção Brasileira voltou a enfrentar a rival na noite desta terça-feira (9), no Castelão, em Fortaleza, mas acabou derrotada por 1 a 0. O gol das visitantes saiu em chute de fora da área de Wilson, que desviou em Isabela e enganou a goleira Lorena. Na súmula, o lance foi registrado como gol contra da defensora brasileira.

O duelo contou com a presença de 55.744 torcedores, um recorde em amistosos da Seleção realizados no país. O presidente da CBF, Samir Xaud, esteve presente e acompanhou a partida. A Amarelinha vinha de duas vitórias consecutivas sobre as norte-americanas, resultado raro diante da força da adversária, e buscava a terceira vitória seguida com o apoio da torcida apaixonada que incentivou o time durante os 90 minutos.

No primeiro tempo, o Brasil chegou a balançar as redes com Isa Haas, mas o gol de cabeça foi anulado por impedimento. A partida seguiu aberta e disputada, com chances para ambos os lados, mas as principais oportunidades ficaram com os Estados Unidos. Foi nesse momento que Lorena brilhou, lembrando seus melhores momentos da campanha olímpica de Paris 2024. A goleira fez defesas importantes aos 24 e 27 minutos e foi ovacionada nos acréscimos, quando salvou a meta em duas finalizações seguidas de Sears e Wilson.

A nota triste da etapa inicial foi a saída de Dudinha, aos 31 minutos, com fortes dores no joelho. A jovem deixou o gramado chorando e foi consolada pelas companheiras antes de seguir para o vestiário. No segundo tempo, a Seleção Brasileira lutou muito, mas novamente foi Lorena quem se destacou, com pelo menos cinco intervenções decisivas. Ainda assim, não conseguiu evitar o gol contra de Isabela, após chute de Wilson, que já havia marcado na derrota americana em São Paulo.

Com o placar adverso, o Brasil se mostrou nervoso em alguns momentos. O técnico Arthur Elias foi expulso por reclamação, e, na reta final, Bia Zaneratto e Tarciane também receberam cartões vermelhos. Após o apito final, Ludmila e Kerolin foram expulsas por protestarem contra a arbitragem da espanhola Paola Lopez. Marta, que não atuava desde a Copa América do ano passado, entrou nos minutos finais, atendendo ao pedido da torcida, mas não conseguiu liderar a reação.

Já classificada para a Copa do Mundo Feminina de 2027 por ser país-sede, a Seleção disputou seu oitavo amistoso no ano. O saldo é positivo, com cinco vitórias e três derrotas — para Venezuela, México e agora Estados Unidos. Apesar da derrota em Fortaleza, o Brasil mantém retrospecto recente equilibrado contra as norte-americanas, com duas vitórias e uma derrota nos últimos três confrontos, mostrando evolução diante de uma das maiores potências do futebol feminino mundial.

 

Brasil e EUA disputaram amistoso, no Castelão, com recorde de público

Créditos: Kely Pereira – Staff Images / CB

LÁ EM MINAS

AMÉRICA – Depois da derrota para o  Atlético-GO, por 2 a 1, na última segunda-feira dia 8 de junho, o clube permaneceu com apenas três pontos em 12 rodadas e passou a registrar a pior campanha da história da competição até o momento. Com três empates e nove derrotas, o América soma somente 8,3% de aproveitamento. Nenhum clube havia conquistado tão poucos pontos após as 12 primeiras rodadas da Série B desde a adoção do formato de pontos corridos. O recorde negativo anterior pertencia ao Duque de Caxias, na edição de 2011. Naquela temporada, o clube do Estado do Rio de Janeiro tinha quatro pontos após 12 rodadas, um a mais do que o atual América.

ATLÉTICO – Em clima de Copa do Mundo, o Galo vai homenagear a seleção brasileira durante a competição. Desta forma, a Arena MRV ficou com iluminação verde e amarela na quarta-feira, dia 10 de junho, para celebrar o início do Mundial, nesta quinta-feira, dia 11. A mesma ação será repetida nas vésperas e nos dias

de jogos do Brasil. O primeiro jogo da Seleção Brasileira será neste sábado, dia 13 de junho, às 19h, contra o Marrocos, em Nova Jersey, pelo Grupo C.

CRUZEIRO – O time celeste chegou à pausa no calendário de clubes para a disputa da Copa do Mundo com mais de R$ 20 milhões no caixa somente em premiações pelas competições que disputou. Estes valores se referem às disputas de fases da Copa Libertadores e da Copa do Brasil.  No caso do torneio internacional, a Raposa embolsou o equivalente a R$ 16,9 milhões.  Já em relação ao torneio nacional, foram R$ 5 milhões em premiações, somando R$ 21,9 milhões.

 

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