Um cidadão canadense residente na Flórida foi formalmente acusado de votar ilegalmente em sete eleições realizadas entre 2004 e 2024, apesar de não possuir cidadania americana. O caso foi anunciado pelas autoridades estaduais e faz parte da ofensiva do governo da Flórida contra crimes eleitorais.
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Canadense é acusado de votar ilegalmente em sete eleições na Flórida e pode pegar até 10 anos de prisão
Um cidadão canadense residente na Flórida foi formalmente acusado de votar ilegalmente em sete eleições realizadas entre 2004 e 2024, apesar de não possuir cidadania americana. O caso foi anunciado pelas autoridades estaduais e faz parte da ofensiva do governo da Flórida contra crimes eleitorais.
Segundo o procurador-geral da Flórida, James Uthmeier, o acusado é Giorgio Dominique Mucelli, morador de Melbourne, no condado de Brevard, e portador de green card (residência permanente legal nos Estados Unidos).
De acordo com a investigação conduzida pela Election Crime Unit, do Departamento de Aplicação da Lei da Flórida (FDLE), Mucelli registrou-se para votar em 9 de abril de 2004, declarando sob juramento que era cidadão dos Estados Unidos, requisito obrigatório para participar das eleições federais e estaduais.
As autoridades afirmam que, mesmo sabendo que não era cidadão americano, ele votou nas eleições gerais de 2004, 2006, 2008, 2012, 2020, 2022 e 2024. A investigação também aponta que, nas eleições mais recentes, ele apresentou documento de identificação e reafirmou ser um eleitor legalmente qualificado.
O canadense foi indiciado por duas acusações criminais de terceiro grau: votar sendo um não cidadão e prestar declaração falsa para confirmar sua elegibilidade eleitoral.
Caso seja condenado por ambas as acusações, Mucelli poderá cumprir até 10 anos de prisão, além de estar sujeito a consequências imigratórias, como um eventual processo de deportação, que dependerá da análise das autoridades federais responsáveis pela imigração.
Ao anunciar a acusação, o procurador-geral James Uthmeier afirmou que a Flórida continuará investigando e processando casos de fraude eleitoral para preservar a integridade do sistema de votação no estado.
O caso integra uma série de ações promovidas pelo governo da Flórida para intensificar a fiscalização sobre crimes eleitorais. Embora as autoridades estaduais defendam uma política rigorosa de combate a irregularidades, estudos independentes apontam que casos comprovados de votação por não cidadãos permanecem relativamente raros quando comparados ao total de eleitores registrados no país.
Agora, o processo seguirá para a Justiça da Flórida, onde o acusado terá a oportunidade de apresentar sua defesa. Até que haja uma decisão definitiva, ele é considerado inocente, conforme estabelece a legislação americana.
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