A realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos trouxe também um reforço nas medidas de fiscalização migratória. A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e o Departamento de Segurança Interna (DHS) emitiram orientações direcionadas aos visitantes estrangeiros, especialmente aos portadores dos vistos B-1 e B-2, utilizados para turismo e viagens de negócios de curta duração.
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Imigração dos EUA faz alerta a turistas durante a Copa e reforça risco de cancelamento de vistos
A realização da Copa do Mundo de 2026 nos Estados Unidos trouxe também um reforço nas medidas de fiscalização migratória. A Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e o Departamento de Segurança Interna (DHS) emitiram orientações direcionadas aos visitantes estrangeiros, especialmente aos portadores dos vistos B-1 e B-2, utilizados para turismo e viagens de negócios de curta duração.
Com a expectativa de milhões de turistas chegando ao país durante o torneio, as autoridades americanas afirmam que irão intensificar a fiscalização para garantir que os visitantes respeitem as condições do visto concedido.
De acordo com informações divulgadas pelo Jornal Brazilian Press, pessoas que entram nos Estados Unidos como turistas não podem exercer atividades profissionais ou obter renda no país. Isso inclui trabalhos ligados à cobertura de eventos, produção de conteúdo comercial para redes sociais, ações promocionais patrocinadas ou prestação de serviços para empresas.
As autoridades americanas alertam que qualquer atividade que resulte em remuneração ou benefício financeiro em território norte-americano pode ser considerada uma violação das regras migratórias.
As penalidades para quem descumprir essas normas podem ser severas. Entre as medidas previstas estão o cancelamento imediato do visto, a deportação e restrições futuras para novas entradas nos Estados Unidos. Com o aumento do fluxo de visitantes durante a Copa, a fiscalização nos aeroportos e pontos de entrada deve ser ainda mais rigorosa.
O advogado especializado em imigração Otávio Haverroth, CEO da YOUSA Law Firm, destaca que grandes eventos internacionais costumam atrair pessoas interessadas em conciliar turismo com oportunidades profissionais temporárias, o que exige atenção redobrada.
Segundo ele, a linha entre lazer e atividade profissional tornou-se cada vez mais tênue, especialmente com o crescimento das redes sociais e da produção de conteúdo digital. Influenciadores, criadores de conteúdo e prestadores de serviços estão entre os grupos que podem receber maior atenção das autoridades migratórias.
O especialista recomenda que qualquer pessoa que pretenda exercer atividades profissionais relacionadas ao evento procure orientação jurídica antes da viagem para verificar qual categoria de visto é a mais adequada e evitar problemas na imigração americana.
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