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Revista Brazilian Times # 83
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Tribo indígena do Arizona aciona Justiça para barrar novo muro na fronteira dos EUA

A Nação Tohono O’odham ingressou com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos para impedir a construção de novos trechos do muro na fronteira com o México e contestar o uso dos recursos hídricos da reserva durante as obras.

A Nação Tohono O’odham ingressou com uma ação judicial contra o governo dos Estados Unidos para impedir a construção de novos trechos do muro na fronteira com o México e contestar o uso dos recursos hídricos da reserva durante as obras.

O processo foi apresentado contra autoridades federais ligadas à segurança de fronteira, incluindo representantes do Departamento de Segurança Interna (DHS), da Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) e da Patrulha de Fronteira.

De acordo com a tribo, os planos para a construção da barreira foram elaborados sem consulta ou autorização da comunidade indígena.

A Nação Tohono O’odham possui aproximadamente 37 mil integrantes e ocupa uma extensa área no sul do Arizona. Seu território se estende ao longo da fronteira com o México, enquanto suas terras ancestrais alcançam regiões do estado mexicano de Sonora.

Segundo a ação, milhares de membros da tribo ainda vivem em território mexicano, mantendo laços familiares, culturais e religiosos com as comunidades localizadas nos Estados Unidos. A travessia da fronteira, afirma a nação indígena, faz parte da rotina de muitos integrantes e ocorre há gerações.

A tribo destaca que sempre colaborou com as autoridades americanas em ações de segurança na região, permitindo a instalação de equipamentos de monitoramento e participando de operações conjuntas de combate ao tráfico de drogas e ao contrabando de migrantes.

Apesar dessa parceria, os líderes indígenas argumentam que a construção do muro causaria danos irreparáveis ao território, incluindo a destruição de áreas sagradas, montanhas consideradas de valor espiritual e recursos naturais importantes para a cultura do povo O’odham.

Além disso, a comunidade afirma que a barreira física dificultaria o contato entre famílias separadas pela fronteira e prejudicaria cerimônias religiosas e tradições culturais mantidas há séculos.

Os projetos federais para a região incluem dezenas de quilômetros de novas barreiras e sistemas de vigilância tecnológica. Parte das obras já foi contratada e alguns trechos começaram a ser executados nas proximidades do território indígena.

Autoridades federais defendem que a combinação de muro e tecnologia é necessária para reforçar a segurança da fronteira e combater atividades ilegais.

Os contratos para as obras foram financiados com recursos aprovados pelo Congresso e destinados aos projetos de reforço da segurança na fronteira sul dos Estados Unidos.

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