A Ginástica Artística do Brasil encerrou o Campeonato Pan-Americano com uma atuação marcante neste domingo, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro. O grande destaque foi o retorno de Rebeca Andrade às competições após 20 meses de ausência, coroado com a conquista da medalha de ouro no salto. A campeã olímpica mostrou segurança e técnica ao executar um salto Yurchenko com dupla pirueta, recebendo 14.433, e depois um salto Lopez, que lhe rendeu 13.700. A média final de 14.266 garantiu o primeiro lugar, superando a canadense Lia-Monica Fontaine, que obteve 14.249, e a norte-americana Claire Pearse, com 14.166.
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Ginástica: Brasil coleciona medalhas no Pan-Americano
A Ginástica Artística do Brasil encerrou o Campeonato Pan-Americano com uma atuação marcante neste domingo, na Arena Carioca 1, no Rio de Janeiro. O grande destaque foi o retorno de Rebeca Andrade às competições após 20 meses de ausência, coroado com a conquista da medalha de ouro no salto. A campeã olímpica mostrou segurança e técnica ao executar um salto Yurchenko com dupla pirueta, recebendo 14.433, e depois um salto Lopez, que lhe rendeu 13.700. A média final de 14.266 garantiu o primeiro lugar, superando a canadense Lia-Monica Fontaine, que obteve 14.249, e a norte-americana Claire Pearse, com 14.166.
Rebeca celebrou o momento e afirmou que a pausa foi essencial para sua carreira. Segundo ela, o descanso e o tempo para reorganizar prioridades foram fundamentais para voltar com energia renovada. “Foi a melhor decisão que tomei durante toda a minha carreira. Precisava muito desse momento pra descansar, pra pensar, pra colocar tudo no eixo. Agora, estar de volta e conseguir me apresentar desta maneira me deixa muito feliz”, disse a ginasta.
No masculino, Diogo Soares conquistou duas pratas, nas paralelas e na barra fixa, enquanto Arthur Nory levou o bronze na barra. Vitaliy Guimarães também brilhou ao conquistar o terceiro lugar no solo, atrás do guatemalteco Jorge Vega Lopes, que ficou com o ouro. Vitaliy, nascido no Texas e com cidadania brasileira, destacou a emoção de conquistar sua primeira medalha pelo Brasil, ressaltando a energia da torcida como fator decisivo para sua performance.
Diogo Soares avaliou positivamente sua participação, especialmente após não se sentir satisfeito com o desempenho no individual geral. Ele explicou que o descanso foi determinante para melhorar sua performance nas finais e que arriscar em aumentar o nível de dificuldade na barra fixa foi uma estratégia que deu certo. Com 14.133 pontos, garantiu a prata, enquanto Nory e o canadense Felix Dolci dividiram o bronze com 14.033. O ouro ficou com o colombiano Angel Barajas, que alcançou 15.233.
Arthur Nory também comentou sobre sua decisão de elevar o nível de dificuldade e destacou que, em finais, o risco pode ser necessário. Ele projetou o futuro da equipe brasileira, afirmando que o objetivo é recolocar o país entre as oito melhores equipes do mundo, mirando a classificação para os Jogos Olímpicos de Los Angeles.
No feminino, o Brasil conquistou mais dois bronzes: Sophia Weisberg nas assimétricas e Thais Fidélis na trave. Sophia, de apenas 16 anos, obteve 13.033, sua melhor nota internacional, atrás da canadense Aurélie Tran, que levou o ouro com 13.533. A jovem destacou a disciplina e o esforço nos treinos como fatores decisivos para alcançar o pódio. Thais, por sua vez, marcou 13.533 na trave, ficando atrás da argentina Isabelle Ajalla e da norte-americana Simone Rose.
Thais Fidélis celebrou o desempenho no Pan, lembrando que 2025 foi um ano de aprendizado e que 2026 tem sido marcado por conquistas. Além do bronze na trave, ela também conquistou medalha no individual geral. “Temos dias difíceis às vezes, dias de luta e também dias de glória. Tudo isso mostra que nosso trabalho está sendo feito lá no ginásio”, afirmou.
Os treinadores Francisco Porath Neto e Hilton Dichelli Júnior avaliaram de forma positiva o desempenho das equipes. Porath destacou o retorno de Rebeca Andrade e Thais Fidélis como pontos que fortalecem o grupo, além de ressaltar que o Pan serviu como preparação para competições futuras, como o Campeonato Brasileiro e o Mundial. Já Hilton enfatizou que o objetivo principal foi alcançado: garantir a vaga para o Mundial. Ele ressaltou que o aumento do nível de dificuldade nas séries trouxe resultados importantes e que novas peças devem se integrar à Seleção para elevar ainda mais o desempenho coletivo.
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