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Revista Brazilian Times # 84
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Homem é condenado por dopar crianças migrantes com balas de THC para levá-las ilegalmente aos Estados Unidos

Um cidadão mexicano foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos por participar de um esquema que utilizava balas de goma com THC para sedar crianças migrantes desacompanhadas antes de atravessá-las ilegalmente pela fronteira entre o México e os EUA.

Um cidadão mexicano foi condenado pela Justiça dos Estados Unidos por participar de um esquema que utilizava balas de goma com THC para sedar crianças migrantes desacompanhadas antes de atravessá-las ilegalmente pela fronteira entre o México e os EUA.

Manuel Valenzuela, de 35 anos, admitiu a participação no crime em novembro de 2025. Ele se declarou culpado por conspiração para transportar imigrantes em situação irregular, por três acusações de introdução ilegal de estrangeiros com finalidade de lucro e por auxiliar na execução do esquema.

De acordo com as investigações, Valenzuela e outros três integrantes da organização ofereciam balas contendo THC — principal componente psicoativo da maconha — a crianças entre 5 e 13 anos para deixá-las sonolentas durante a travessia da fronteira.

As autoridades informaram que, ao chegarem aos postos de fiscalização em El Paso, no Texas, os suspeitos fingiam ser pais ou responsáveis pelos menores e apresentavam documentos americanos falsificados para tentar convencer os agentes de imigração.

Segundo o Escritório do Procurador Federal do Distrito Oeste do Texas, pelo menos uma das crianças precisou ser hospitalizada após sofrer intoxicação causada pelo THC.

Promotores classificaram o caso como um dos mais graves investigados recentemente, ressaltando que os criminosos se aproveitavam da vulnerabilidade das vítimas ao disfarçar a droga em forma de doce.

“O fato de esses criminosos sedarem crianças desacompanhadas, fingirem ser seus pais e ainda enganarem as autoridades de imigração demonstra o nível de crueldade empregado para promover o contrabando de menores”, afirmou o procurador-geral adjunto da Divisão Criminal do Departamento de Justiça, A. Tysen Duva.

O procurador federal Justin R. Simmons reforçou que as autoridades continuarão combatendo esse tipo de organização criminosa.

“Nossa mensagem é simples: vamos identificar os responsáveis, levá-los à Justiça e garantir que permaneçam presos pelo maior tempo permitido pela lei”, declarou.

A sentença foi anunciada nesta quarta-feira (2). Valenzuela foi condenado a cinco anos de prisão.

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