O responsável pela política de segurança de fronteiras da Casa Branca, Tom Homan, afirmou nesta quarta-feira (23) que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) entrou em uma nova fase de atuação após receber reforço orçamentário do governo federal. Segundo ele, a agência registrou em junho o maior número de prisões de sua história e deve superar esse recorde ao longo de julho.
Publicidade
Publicidade
Tom Homan afirma que ICE vive nova fase e diz que agência está no modo de “máxima deportação”
O responsável pela política de segurança de fronteiras da Casa Branca, Tom Homan, afirmou nesta quarta-feira (23) que o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE) entrou em uma nova fase de atuação após receber reforço orçamentário do governo federal. Segundo ele, a agência registrou em junho o maior número de prisões de sua história e deve superar esse recorde ao longo de julho.
Durante entrevista ao programa Katie Pavlich Tonight, da NewsNation, Homan atribuiu a queda nas operações de imigração observada nos últimos meses à paralisação do Departamento de Segurança Interna (DHS), encerrada em maio após um impasse entre democratas e republicanos no Congresso.
De acordo com Homan, as negociações para reabrir o departamento foram fortemente influenciadas pelas críticas relacionadas às operações migratórias em Minnesota, onde os cidadãos americanos Alex Pretti e Renee Good morreram durante ações conduzidas por autoridades federais de imigração. O episódio provocou forte repercussão nacional e intensificou os questionamentos sobre a política migratória do governo Trump.
Durante o período de negociações, parlamentares democratas se opuseram à ampliação dos recursos destinados ao ICE e à Patrulha de Fronteira, alegando preocupação com a condução das operações de fiscalização. O acordo que encerrou a paralisação do DHS não incluiu novos recursos para as agências.
A situação mudou em junho, quando o presidente Donald Trump sancionou um pacote orçamentário aprovado pelo Congresso para financiar as ações de imigração e segurança de fronteiras até o fim de seu mandato. A legislação destinou cerca de US$ 70 bilhões ao Departamento de Segurança Interna, incluindo verbas para o ICE, a Patrulha de Fronteira e outras despesas da pasta.
Segundo Homan, o impacto do novo orçamento foi imediato.
“Assim que recebemos os recursos, os números voltaram a subir. Em junho tivemos o maior número de prisões da história do ICE, e julho está a caminho de superar esse recorde. Estamos operando com capacidade total. Estamos no modo de máxima deportação”, declarou.
Apesar do aumento das operações e da ampliação dos recursos, o ICE voltou a enfrentar forte escrutínio nas últimas semanas após dois incidentes fatais envolvendo agentes da agência nos estados do Maine e do Texas. Os casos reacenderam o debate sobre os métodos empregados nas ações de fiscalização migratória e devem manter a política de imigração do governo Trump no centro das discussões em Washington.
Publicidade




