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Revista Brazilian Times # 85
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Brasileira se alista na Guarda Nacional de Ohio

A brasileira Lise Oliveira decidiu transformar sua gratidão pelos Estados Unidos em um compromisso de serviço ao país. Menos de um ano após se mudar do Brasil, ela se alistou na Guarda Nacional do Exército de Ohio (Ohio Army National Guard) e agora participa do treinamento militar ao lado de cerca de 120 recrutas que se preparam para o treinamento básico do Exército.

Menos de um ano após se mudar do Brasil, ela se alistou na Guarda Nacional do Exército de Ohio

A brasileira Lise Oliveira decidiu transformar sua gratidão pelos Estados Unidos em um compromisso de serviço ao país. Menos de um ano após se mudar do Brasil, ela se alistou na Guarda Nacional do Exército de Ohio (Ohio Army National Guard) e agora participa do treinamento militar ao lado de cerca de 120 recrutas que se preparam para o treinamento básico do Exército.

Em entrevista à emissora WKRC, Lise afirmou que sua decisão representa uma forma de agradecer pelas oportunidades que recebeu desde que chegou aos Estados Unidos.

“Em menos de um ano neste país, recebi muito mais do que imaginava. Essa é a minha maneira de dizer obrigado”, afirmou.

Durante o treinamento de verão, os recrutas aprendem desde disciplina militar, hierarquia, alfabeto fonético e tempo militar até postura, comunicação e outros fundamentos exigidos para a carreira. Apesar dos desafios, Lise diz encarar a experiência de forma positiva.

“É difícil, mas eu gosto de desafios. Ninguém me obrigou a estar aqui. Escolhi esse caminho porque quero crescer e servir”, disse.

O capitão Ralph Locke explicou que a Guarda Nacional tem recebido um número crescente de imigrantes interessados em servir ao país. Segundo ele, muitos dos novos recrutas são originários de países africanos e da América do Sul, trazendo experiências e perspectivas diferentes que enriquecem as forças armadas.

Para Lise, viver nos Estados Unidos significa ter qualidade de vida e segurança, independentemente da condição financeira.

“Não precisamos ser ricos para viver com segurança e felicidade aqui. Fazer parte das Forças Armadas me aproxima ainda mais do que significa ser americana. Eu quero ser americana”, destacou.

Além da oportunidade de servir, o alistamento também acelera o processo de naturalização. De acordo com os responsáveis pelo treinamento, militares elegíveis podem concluir o processo para obtenção da cidadania norte-americana ainda durante ou logo após o treinamento básico, reduzindo um procedimento que normalmente leva anos para apenas alguns meses.

O recrutador, sargento Chase Silcott, elogiou o desempenho da brasileira, destacando sua preparação física, inteligência e capacidade de superar desafios. Ele ressaltou que Lise chegou aos Estados Unidos já formada em curso superior no Brasil e demonstrou grande resiliência durante todo o processo de recrutamento.

A presença de imigrantes nas Forças Armadas dos Estados Unidos não é novidade. Segundo dados do Congresso americano, cerca de 50 mil estrangeiros atuavam, até fevereiro deste ano, nas forças militares da ativa e da reserva. Ao longo da história do país, centenas de milhares de imigrantes serviram nas Forças Armadas em conflitos como a Guerra da Independência, a Guerra Civil e as duas Guerras Mundiais, consolidando uma tradição de participação de estrangeiros na defesa dos Estados Unidos.

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