Lideranças do Partido Democrata no Congresso dos Estados Unidos solicitaram ao Departamento de Segurança Interna (DHS) esclarecimentos sobre o treinamento, a contratação e a investigação envolvendo um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) que participou de uma operação na qual um imigrante morreu no estado do Maine.
Publicidade
Publicidade
Democratas pedem explicações ao DHS sobre treinamento de agente do ICE após morte de imigrante no Maine
Lideranças do Partido Democrata no Congresso dos Estados Unidos solicitaram ao Departamento de Segurança Interna (DHS) esclarecimentos sobre o treinamento, a contratação e a investigação envolvendo um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) que participou de uma operação na qual um imigrante morreu no estado do Maine.
O pedido foi encaminhado pelo deputado Robert Garcia, da Califórnia, e pelo senador Richard Blumenthal, de Connecticut. Na carta enviada ao DHS, os parlamentares querem saber se o agente passou por um modelo acelerado de capacitação implantado durante o governo do presidente Donald Trump para aumentar o efetivo da agência.
O caso envolve Johan Sebastián Durán Guerrero, de 25 anos, que morreu em 13 de julho durante uma abordagem de trânsito realizada por agentes federais na cidade de Biddeford.
Além de informações sobre a investigação, Garcia e Blumenthal pedem acesso aos registros de treinamento, avaliações de desempenho, testes aplicados e ao processo de verificação de antecedentes realizado antes da contratação do agente. O objetivo, segundo os parlamentares, é avaliar se os protocolos adotados pela agência atendem aos padrões exigidos para esse tipo de função.
Reportagem da Associated Press identificou o agente envolvido como David Brouillette e informou que familiares relataram episódios anteriores de problemas de saúde mental e comportamento abusivo antes de sua entrada no ICE, em 2025. Até o momento, porém, o Departamento de Segurança Interna não confirmou oficialmente a identidade do servidor.
Na correspondência, os congressistas também citam críticas feitas por um ex-instrutor do ICE, que classificou parte do treinamento oferecido a novos agentes como insuficiente. Eles questionam, ainda, um programa que chegou a incluir um curso on-line de quatro semanas para novos integrantes da agência. Esse modelo foi posteriormente descontinuado, e os participantes receberam treinamento complementar.
Em nota, o DHS afirmou que todos os candidatos ao ICE passam por procedimentos de verificação de antecedentes e que responderá aos questionamentos apresentados pelos parlamentares por meio dos canais oficiais. O departamento também criticou a divulgação da identidade de agentes federais, alegando que a prática pode representar riscos à segurança dos servidores e de seus familiares.
De acordo com a versão apresentada pelo governo federal, Durán Guerrero tentou deixar o local durante a abordagem, e o agente considerou que havia risco à segurança da operação. As circunstâncias do ocorrido continuam sendo analisadas pelas autoridades.
O episódio voltou a chamar atenção para os procedimentos adotados em operações de fiscalização migratória. Dias antes, outro imigrante morreu após uma abordagem conduzida por um agente do ICE no Texas. Em ambos os casos, o próprio Departamento de Segurança Interna informou que as vítimas não eram os alvos iniciais das operações.
Após os dois episódios, o ICE chegou a interromper temporariamente as abordagens de veículos durante ações de fiscalização migratória. A medida, no entanto, foi revertida posteriormente, restabelecendo esse tipo de procedimento.
Publicidade




