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Edição MA 4392

Última Edição #4392

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BT MAGAZINE

Revista Brazilian Times # 86
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Parei diante do Coliseu e por um instante esqueci de respirar.

Último dia em Roma e já começamos em direção ao estádio mais famoso do mundo, o Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, que é o nome oficial. É uma das maiores obras de engenharia da Antiguidade e serviu de modelo para muitos estádios modernos.

Último dia em Roma e já começamos em direção ao estádio mais famoso do mundo, o Coliseu, também conhecido como Anfiteatro Flaviano, que é o nome oficial. É uma das maiores obras de engenharia da Antiguidade e serviu de modelo para muitos estádios modernos.

Logo cedo, em um dia lindo, chegamos ao tão esperado Coliseu de Roma. Mais uma vez fiquei de frente a mais um marco histórico da engenharia. O visual é inenarrável, mas mesmo assim vou tentar descrevê-lo. Tudo o que vou contar aqui foi a guia que explicou, porque eu mesmo não sabia de nada disso. E foi ela quem me fez perceber como é impressionante pensar que uma obra construída há quase 1.900 anos seja mais moderna, organizada e extremamente bem planejada do que muitos estádios de futebol da atualidade. O tempo todo havia uma guia explicando cada detalhe, e foi assim que fui descobrindo tudo.

O Coliseu é o monumento mais visitado da Itália. Nos últimos anos, recebe aproximadamente 12 a 15 milhões de visitantes por ano.

Antes de entrar, foi explicado que a entrada era gratuita, mas cada espectador recebia uma pequena ficha de cerâmica, marfim, madeira ou metal chamada tessera. Imagina que o estádio tinha a capacidade de 50.000 espectadores sentados e 5.000 em pé.

Fiquei pensando como entrava essa gente toda no estádio e depois tinha que achar o assento. Os romanos criaram um sistema extremamente eficiente. Primeiro havia 80 entradas, sendo que 4 eram reservadas para autoridades e 76 eram para o público. O público seguia corredores separados e as escadas levavam diretamente ao setor correto. Os corredores internos, chamados vomitoria, permitiam que milhares de pessoas entrassem e saíssem rapidamente. Estima-se que o Coliseu pudesse ser completamente esvaziado em aproximadamente 10 a 15 minutos.

Como o público sabia qual era a entrada correta? A resposta estava na combinação da tessera ou ingresso, que tinha o número da entrada (porta), o setor (cavea), a fila e o assento. Na fachada externa do Coliseu havia números gravados acima dos arcos de entrada. Muitos desses números ainda podem ser vistos hoje. Era praticamente o equivalente a um estádio moderno de hoje.

Outra curiosidade era que o Coliseu possuía um enorme sistema retrátil de cobertura chamado Velarium. Era uma gigantesca lona de tecido semelhante às velas dos navios romanos. Mais uma engenharia de 1.900 anos que supera muitas de hoje. Funciona da seguinte forma. Ao redor da parte superior do Coliseu existiam cerca de 240 mastros de madeira. Cordas passavam por esses mastros sustentando grandes painéis de tecido. Esses painéis eram abertos e fechados conforme a posição do Sol. Curiosamente, quem controlava o Velarium eram marinheiros da Marinha Romana, especialmente treinados para lidar com cordas, mastros e velas.

Quando começamos a entrar e a subir as escadas, ao piscar dos olhos já estávamos nas arquibancadas com a visão completa da arena. Uma das coisas que mais chamou minha atenção foi olhar para o centro da arena e perceber um verdadeiro labirinto de túneis e corredores subterrâneos, os hipogeus.

Hoje eles estão completamente expostos, mas na época romana eram cobertos por um piso de madeira revestido de areia. Para quem assistia às lutas nas arquibancadas, parecia que gladiadores e animais simplesmente surgiam do nada.

 

Depois de ficar admirando a arena com todo o sistema de túneis, chegou a hora de ver de perto todo esse sistema. Fomos conhecer de perto a arena e seus túneis e elevadores. Ao chegar ao nível da arena, e mesmo com parte da área em restauração e alguns andaimes montados, era possível observar a impressionante rede de túneis que se estende sob o antigo piso do Coliseu.

Esse complexo subterrâneo revela o quanto a engenharia romana estava à frente de seu tempo. Dali circulavam gladiadores, animais e trabalhadores, enquanto elevadores de madeira e alçapões faziam surgir, de forma quase teatral, homens e feras no centro da arena. Ver essa estrutura de perto ajuda a compreender que o Coliseu não era apenas um anfiteatro monumental, mas uma sofisticada máquina de espetáculos, planejada nos mínimos detalhes há quase dois mil anos.

Saí do Coliseu muito pensativo, como o ser humano tem capacidade de construir algo tão eficiente quando está disposto. Essa engenharia não dá para a turma da conspiração dar crédito para extraterrestre, foi o ser humano o responsável. O que foi que aconteceu nesses últimos 2000 anos.

A poucos passos do Coliseu ergue-se o imponente Arco de Constantino, que foi erguido para celebrar a vitória do imperador Constantino I sobre Maxêncio na Batalha da Ponte Mílvia. Apesar de estar protegido por uma cerca de metal, deu para ver a decoração do arco. Um detalhe curioso é que grande parte da decoração do Arco de Constantino não foi esculpida diretamente sobre a estrutura.

Os relevos e esculturas eram produzidos em oficinas especializadas e depois transportados para serem instalados no monumento. Grande parte da decoração do arco não foi produzida somente para Constantino, e também para imperadores mais antigos como Trajano, Adriano e Marco Aurélio.

Também encostado ao Coliseu encontram-se as ruínas do Templo de Vênus e Roma, o maior templo já construído na Roma Antiga. Mais uma obra com 1900 anos, construída pelo imperador Adriano. Este templo é um lugar ideal para tirar foto do Coliseu, consegue enquadrar toda a estrutura em uma foto só.

Depois de tirarmos muitas fotos do grupo e também algumas individuais, seguimos em direção ao Fórum Romano. O Fórum Romano (em italiano, Foro Romano) era o verdadeiro coração da Roma Antiga. Durante mais de mil anos, foi o centro da vida política, religiosa, econômica e social do Império Romano. Tudo o que era importante acontecia ali, eleições, julgamentos, discursos, cerimônias religiosas, desfiles militares e negociações comerciais.

A grandiosidade e a importância histórica do Fórum Romano merecem um capítulo à parte. Mas é hora de seguir viagem para o próximo destino. Trata-se de um lugar que, para mim, não é apenas outro país, mas outro mundo: o Japão.

Viajar e fotografar é uma forma maravilhosa de eternizar momentos, descobrir novos olhares e reviver, para sempre, as emoções de cada destino visitado.

Eu sempre acredito que é importante contar com um agente de viagens de confiança. Eu tenho o meu e espero que você também tenha o seu.

Todas as viagens que compartilho aqui foram realizadas com os meus próprios recursos. Nenhuma delas foi patrocinada ou presenteada por ninguém. O que você lê é a minha experiência real, paga do meu bolso e vivida do meu jeito, como qualquer viajante comum.

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