De acordo com informações atualizadas acompanhadas pelo governo brasileiro, ao menos 22 brasileiros morreram desde o início do conflito, iniciado em 2022 após a invasão russa ao território ucraniano
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Após mortes de brasileiros na guerra da Ucrânia Itamaraty alerta sobre alistamento em forças estrangeiras
Da redação
O número de brasileiros mortos no conflito entre Ucrânia e Rússia voltou a subir, levando o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) a reforçar o alerta para que cidadãos do país não se alistem em forças militares estrangeiras envolvidas na guerra.
De acordo com informações atualizadas acompanhadas pelo governo brasileiro, ao menos 22 brasileiros morreram desde o início do conflito, iniciado em 2022 após a invasão russa ao território ucraniano. Há ainda registros de brasileiros considerados desaparecidos na zona de guerra, segundo levantamentos diplomáticos baseados em dados de autoridades locais e comunicações de familiares.
Diante do aumento de vítimas, o Itamaraty reiterou, por meio de comunicados oficiais, que desaconselha expressamente o alistamento de brasileiros em forças estrangeiras, sobretudo em conflitos armados em andamento. A chancelaria brasileira destaca que a decisão expõe os envolvidos a riscos extremos e pode trazer consequências legais e operacionais.
Outro ponto enfatizado pelo governo é a limitação da assistência consular nesses casos. Segundo o ministério, brasileiros que optam por ingressar voluntariamente em forças estrangeiras podem ter restrições no apoio prestado pelo Estado brasileiro, especialmente em situações de ferimentos, captura, morte ou repatriação.
O Itamaraty também alerta que não há obrigação legal do governo brasileiro de custear retorno ao país ou traslado de corpos quando o cidadão decide, por conta própria, participar de combates no exterior.
A pasta acompanha a situação por meio de suas representações diplomáticas e consulares, mantendo contato com autoridades locais sempre que possível para prestar informações às famílias. No entanto, ressalta que as condições de segurança em áreas de conflito ativo dificultam ações diretas de assistência.
O novo alerta reforça a preocupação do governo com a participação de civis brasileiros em guerras estrangeiras e busca desencorajar deslocamentos motivados por convites, promessas financeiras ou engajamento ideológico ligados ao conflito no Leste Europeu.
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