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Revista Brazilian Times # 83
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Mina em Goiás vira ativo bilionário e coloca o Brasil no centro do mercado global

A unidade em Goiás é, atualmente, a única fora do continente asiático com capacidade de fornecer minerais magnéticos pesados como disprósio, térbio e ítrio — insumos fundamentais para a fabricação de ímãs de alta performance utilizados em carros elétricos, turbinas eólicas, drones, robôs e até sistemas de defesa.

Da redação

A mineração brasileira ganha protagonismo no cenário internacional com a ascensão da Serra Verde, responsável pela operação da mina de Pela Ema, em Minaçu (Goiás). A empresa passou a figurar no radar global por produzir, em escala comercial fora da Ásia, elementos de terras raras considerados críticos para a indústria tecnológica e energética.

A unidade em Goiás é, atualmente, a única fora do continente asiático com capacidade de fornecer minerais magnéticos pesados como disprósio, térbio e ítrio — insumos fundamentais para a fabricação de ímãs de alta performance utilizados em carros elétricos, turbinas eólicas, drones, robôs e até sistemas de defesa.

O avanço brasileiro ocorre em meio a uma crescente disputa global por esses recursos, hoje amplamente dominados pela China, que concentra mais de 90% da produção mundial. Nesse contexto, a parceria firmada com a empresa americana USA Rare Earth representa um passo estratégico para diversificar a cadeia de suprimentos.

O acordo prevê não apenas a aquisição dos minerais, mas a integração completa da cadeia produtiva — da extração à fabricação de ímãs — com operações distribuídas entre Brasil, Estados Unidos e Europa. A iniciativa busca reduzir a dependência global de fornecedores asiáticos e fortalecer a segurança energética e tecnológica de países ocidentais.

O projeto também conta com forte apoio financeiro ligado ao governo dos Estados Unidos, incluindo bilhões de dólares em financiamentos recentes e contratos de fornecimento de longo prazo. Um dos acordos estabelece a comercialização integral da produção inicial da mina por até 15 anos, garantindo previsibilidade de receita e sustentação para a expansão das operações.

Apesar do potencial estratégico, a produção atual da mina de Pela Ema ainda é considerada inicial. A expectativa, no entanto, é de crescimento significativo até 2030, quando o Brasil poderá se consolidar como um dos principais fornecedores globais de terras raras pesadas fora da China.

Especialistas apontam que o movimento coloca o país em posição privilegiada na geopolítica dos chamados “minerais críticos” — recursos essenciais para a transição energética, inovação tecnológica e segurança internacional. Com isso, o Brasil passa a desempenhar um papel cada vez mais relevante na disputa global por insumos considerados vitais para o futuro da economia mundial.

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