A perda auditiva é uma das condições crônicas mais comuns no mundo, especialmente entre pessoas acima de 60 anos. Apesar disso, muitos idosos procuram ajuda apenas quando a dificuldade de comunicação já está avançada.
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Saúde auditiva e idosos imigrantes: um alerta necessário
A perda auditiva é uma das condições crônicas mais comuns no mundo, especialmente entre pessoas acima de 60 anos. Apesar disso, muitos idosos procuram ajuda apenas quando a dificuldade de comunicação já está avançada.
Durante 15 anos de atuação clínica no Rio de Janeiro, Adriana Medeiros Rolim de Freitas atendeu mais de 500 pacientes com perda auditiva, sendo a grande maioria idosos. Segundo ela, o padrão de atraso na busca por tratamento era recorrente.
“Grande parte dos pacientes chegava ao consultório apenas após anos convivendo com a dificuldade, o que torna a adaptação mais complexa e impacta a qualidade de vida.”

Ao longo de sua carreira no Brasil, Adriana organizou campanhas preventivas em espaços públicos, oferecendo triagens auditivas e palestras educativas. Em 5 de novembro de 2012, participou de uma entrevista no programa Bom Dia Rio, da Rede Globo, no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, reforçando a importância da prevenção.
Ao observar a realidade da comunidade imigrante nos Estados Unidos, ela identificou um novo obstáculo: a barreira do idioma.
“Muitos idosos deixam de procurar avaliação ou terapia porque não conseguem se comunicar no sistema de saúde. Isso pode levar ao isolamento social e até contribuir para declínio cognitivo.”

A especialista defende maior conscientização, triagens preventivas e acesso linguístico adequado como pilares fundamentais para melhorar a saúde auditiva da comunidade.
“A prevenção continua sendo o melhor caminho.”
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