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Revista Brazilian Times # 83
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Americano é condenado à prisão perpétua por duplo assassinato com ajuda de au pair brasileira 

Com a sentença, encerra-se um dos casos criminais mais chocantes registrados recentemente na Virgínia, marcado por traição, manipulação e um esquema que resultou na morte de duas pessoas e na destruição de uma família. 


Um tribunal do Condado de Fairfax, no estado da Virgínia, condenou nesta sexta-feira (5) o americano Brendan Banfield à prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional pelo assassinato de sua esposa, Christine Banfield, e de um homem identificado como Joseph Ryan. O crime ocorreu em fevereiro de 2023 e ganhou repercussão nacional nos Estados Unidos devido à participação de uma au pair brasileira no caso. 

A brasileira Juliana Peres Magalhães, natural de Jacareí, no interior de São Paulo, mantinha um relacionamento extraconjugal com Banfield na época dos assassinatos. Segundo a promotoria, os dois elaboraram um plano para matar Christine Banfield e utilizar Joseph Ryan como uma espécie de “bode expiatório”, tentando criar a aparência de que os crimes teriam sido resultado de uma invasão ou ataque externo. 

Durante o julgamento, realizado em janeiro de 2026, os promotores apresentaram evidências de que Banfield e Juliana teriam criado perfis e se passado por Christine em um site de fetiches sexuais para atrair Joseph Ryan até a residência da família. Ao chegar ao local, Ryan foi morto a tiros. 

As investigações também apontaram que Christine Banfield foi assassinada dentro da casa do casal após ser esfaqueada. As duas mortes ocorreram no mesmo dia e inicialmente levantaram suspeitas de um possível confronto envolvendo uma pessoa desconhecida. No entanto, o avanço das investigações revelou uma trama mais complexa envolvendo o relacionamento entre Banfield e a au pair brasileira. 

Além das duas acusações de homicídio qualificado, Brendan Banfield foi condenado por uso de arma de fogo durante a prática de um crime e por colocar uma criança em situação de perigo. A filha do casal estava dentro da residência no momento dos assassinatos, fator que agravou a avaliação dos jurados e do tribunal. 

Juliana Peres Magalhães firmou um acordo com a promotoria em 2024 e se declarou culpada por homicídio culposo. Em troca de sua cooperação contínua com as autoridades, incluindo seu depoimento durante o julgamento de Banfield, a promotoria concordou em recomendar benefícios legais. Ela foi condenada a dez anos de prisão. 

Durante o processo, Banfield sustentou a versão de que teria atirado em Joseph Ryan após encontrá-lo supostamente agredindo sua esposa. A tese, no entanto, foi rejeitada pelos jurados, que concluíram que os assassinatos fizeram parte de um plano previamente elaborado pelo réu e pela brasileira. 

Com a sentença, encerra-se um dos casos criminais mais chocantes registrados recentemente na Virgínia, marcado por traição, manipulação e um esquema que resultou na morte de duas pessoas e na destruição de uma família. 

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