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Revista Brazilian Times # 85
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Brasileira abusada por Jeffrey Epstein aos 14 anos exige justiça enquanto Trump chama denúncias de “farsa”

O presidente Donald Trump voltou a minimizar o escândalo que envolve o financista Jeffrey Epstein, classificando-o como uma “armação democrata”. A declaração, feita na Casa Branca, ocorreu no mesmo dia em que sobreviventes dos abusos vieram a público para pedir transparência e responsabilização.

O presidente Donald Trump voltou a minimizar o escândalo que envolve o financista Jeffrey Epstein, classificando-o como uma “armação democrata”. A declaração, feita na Casa Branca, ocorreu no mesmo dia em que sobreviventes dos abusos vieram a público para pedir transparência e responsabilização.

As palavras do presidente provocaram indignação no Capitólio, onde vítimas relataram sentir-se ignoradas e desrespeitadas. Entre elas, destacou-se a brasileira Marina Lacerda, que contou em entrevista ao Good Morning America (ABC) ter sido violentada por Epstein quando tinha apenas 14 anos. Sua participação emocionada deu nova força à pressão internacional, evidenciando que os crimes ultrapassaram fronteiras e destruíram vidas em diversos países.

“Esperamos respostas há anos. Cada silêncio é uma forma de apagar nossa história”, declarou Marina, criticando a omissão oficial.

Enquanto isso, cresce no Congresso a batalha pela liberação integral dos arquivos de Epstein. Um grupo bipartidário, liderado por Thomas Massie (R) e Ro Khanna (D), já reuniu 206 assinaturas em apoio à proposta – faltam apenas 12 para que a votação seja forçada. Até mesmo deputadas republicanas influentes, como Nancy Mace, Marjorie Taylor Greene e Lauren Boebert, desafiaram o próprio partido ao apoiar a iniciativa.

O presidente da Câmara, Mike Johnson, tenta conter a rebelião e argumenta que a investigação conduzida pelo Comitê de Supervisão é mais abrangente, prometendo novas intimações e liberação gradual de milhares de documentos. Críticos, no entanto, consideram a medida insuficiente, chamando-a de “placebo”.

Trump, por sua vez, disse que o caso é “irrelevante” frente às conquistas de seu governo e voltou a insistir que tudo não passa de uma farsa sem fim.

Nos bastidores, contudo, Johnson teria admitido que o próprio Trump o aconselhou a acelerar a liberação de informações, revelando contradições dentro do partido.

O caso, que envolve crimes de exploração sexual contra menores, expõe não apenas os abusos cometidos no passado, mas também a ferida aberta de um sistema que protege poderosos e silencia vítimas.

O depoimento de Marina Lacerda, cuja infância foi brutalmente interrompida no Brasil, soma-se ao clamor de mulheres nos EUA e em outros países. A disputa entre sobreviventes, Congresso e Casa Branca deixa uma pergunta em suspenso: até quando a verdade permanecerá trancada junto com os segredos de Epstein?

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