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Revista Brazilian Times # 84
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Brasileira, mãe de sobrinho da Secretária de Imprensa da Casa Branca, é detida pelo ICE em Revere (MA) e transferida Louisiana

A brasileira Bruna Ferreira, que vive nos Estados Unidos desde 1999, foi detida por agentes do Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês) em Revere, Massachusetts, e posteriormente transferida para um presídio no estado da Louisiana, onde permanece sob custódia federal. A prisão ocorreu pouco antes do feriado de Ação de Graças e provocou forte mobilização de familiares e do seu advogado.

A brasileira Bruna Ferreira, que vive nos Estados Unidos desde 1999, foi detida por agentes do Departamento de Imigração (ICE, sigla em inglês) em Revere, Massachusetts, e posteriormente transferida para um presídio no estado da Louisiana, onde permanece sob custódia federal. A prisão ocorreu pouco antes do feriado de Ação de Graças e provocou forte mobilização de familiares e do seu advogado.

Bruna chegou ao país ainda criança e, segundo o advogado Todd Pomerleau, obteve o DACA (Deferred Action for Childhood Arrivals) ao atingir os critérios do programa. No momento da detenção, ela estaria em processo para obter a residência permanente, etapa que, de acordo com ele, seguia dentro da legalidade.

O caso ganhou maior visibilidade porque Bruna é mãe de um menino de 11 anos, fruto de seu relacionamento com Michael Leavitt, irmão de Karoline Leavitt, atual secretária de Imprensa da Casa Branca. Michael afirmou à emissora WMUR-TV que o filho vive com ele, mas mantinha contato regular com Bruna até sua detenção. Ele disse ainda que o menino tem enfrentado dificuldades emocionais desde que a mãe foi levada pelo ICE.

Em comunicado oficial, o Departamento de Segurança Interna (DHS, sigla em inglês) classificou Bruna como “imigrante ilegal criminosa”, alegando que ela teria ultrapassado o prazo de permanência de um antigo visto B2 emitido em 1999 e possuiria uma prisão anterior por agressão. As autoridades federais afirmaram que essas violações justificariam a custódia e a transferência para uma unidade prisional no sul do país, prática comum em casos considerados de maior prioridade.

O advogado da brasileira, no entanto, nega veementemente todas as acusações. Pomerleau afirma que Bruna não possui antecedentes criminais nos Estados Unidos e que a referência a uma suposta prisão por agressão seria “infundada e sem registro em qualquer tribunal”. Ele também classificou a ação do ICE como “excessivamente agressiva” e disse que pretende contestar o caso na Justiça federal.

A situação também ganhou contornos políticos porque Karoline Leavitt, que além de porta-voz da Casa Branca é uma figura conhecida no cenário conservador de New Hampshire, vem reiterando publicamente que todos que entram ou permanecem no país ilegalmente “são criminosos e devem ser tratados como tais”. Karoline concorreu ao Congresso em eleições anteriores, mas não foi eleita, antes de assumir o cargo na administração em Washington.

Enquanto o processo segue em andamento, familiares e defensores de Bruna temem que a transferência para a Louisiana dificulte o acompanhamento jurídico e a comunicação com o filho. O advogado busca agora uma audiência urgente para reavaliar a detenção e tentar seu retorno para Massachusetts enquanto o caso é analisado.

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