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Revista Brazilian Times # 86
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Brasileiro é condenado nos EUA por comércio ilegal de armas e pode ser deportado

Um brasileiro foi condenado pela Justiça federal dos Estados Unidos por participação em um esquema de comércio ilegal de armas de fogo que atuava no estado de Massachusetts.

Um brasileiro foi condenado pela Justiça federal dos Estados Unidos por participação em um esquema de comércio ilegal de armas de fogo que atuava no estado de Massachusetts.

Lucas Nascimento Silva, de 28 anos, recebeu sentença da juíza federal Angel Kelley de 17 meses e meio de prisão — pena que já foi considerada cumprida — seguidos de dois anos de liberdade supervisionada. Após o cumprimento das condições impostas pela Justiça, ele agora enfrenta um processo de deportação.

Nascimento-Silva havia se declarado culpado em julho de 2025 por conspiração para atuar no comércio de armas de fogo sem licença e por exercer o comércio de armas sem autorização federal.

De acordo com documentos judiciais, entre agosto e setembro de 2024, o brasileiro vendeu 12 armas de fogo, além de munições e carregadores de alta capacidade, a uma testemunha cooperante em troca de dinheiro. As investigações apontam que ele atuou em conjunto com outros envolvidos para obter as armas nos estados da Carolina do Sul e da Flórida e distribuí-las em Massachusetts, sem a licença federal exigida para esse tipo de atividade.

O caso faz parte de uma investigação federal mais ampla iniciada em 2024 e conduzida ao longo de cerca de um ano. Segundo comunicado divulgado pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos em março de 2025, a operação levou à acusação de 18 pessoas, a maioria delas cidadãos brasileiros que estariam vivendo no país sem status migratório legal.

Durante a investigação, as autoridades apreenderam aproximadamente 110 armas de fogo, incluindo pistolas, rifles, rifles de cano curto e espingardas, além de munições e quantidades de fentanil destinadas ao tráfico. As armas, segundo os investigadores, eram principalmente contrabandeadas da Flórida e da Carolina do Sul para comunidades brasileiras em Massachusetts.

As autoridades também apontaram possíveis conexões com atividades relacionadas a gangues. Entre elas estaria o Primeiro Comando da Capital, conhecido como PCC, uma das maiores organizações criminosas do Brasil, associada a crimes como homicídios, roubos armados, sequestros e tráfico internacional de drogas. Parte das armas também teria ligação com gangues locais menores, como “Tropa de Sete” e “Trem Bala”.

Na época da acusação inicial, Nascimento-Silva foi identificado como residente de West Yarmouth e tinha 27 anos. Outros réus citados no caso incluem Floriano De Souza, 50 anos, de Yarmouth; Alason Ferreira-Peixoto, 22, de West Yarmouth; Talles Provette De Faria, 34, de Barnstable e Plymouth; e Kessi Jhonny Firmino Sales, 23, também de West Yarmouth, além de outros indivíduos de cidades como Marlborough, Malden, Framingham e Boston.

As acusações apresentadas contra os investigados incluem comércio ilegal de armas, conspiração, distribuição de fentanil e posse ilegal de armas por estrangeiros em situação irregular.

Para a procuradora federal Leah B. Foley, os crimes representaram um risco significativo para a segurança pública.

“Esses réus — a maioria dos quais não tem status legal nos Estados Unidos — desempenharam um papel na introdução de armas letais em Massachusetts, alguns como traficantes e outros como possuidores ilegais. Esse tipo de ilegalidade alimenta o crime violento e fortalece organizações criminosas transnacionais que lucram com o caos e o medo”, afirmou.

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