O suspeito foi identificado como Mário Cesar dos Santos Jr., de 50 anos, que foi indiciado por um grande júri federal sob acusação de uso fraudulento de selos do governo dos Estados Unidos, crime que pode resultar em pena de prisão.
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Brasileiro é preso nos EUA acusado de criar falsa agência federal e distribuir distintivos com selos do governo
Da redação
Um cidadão brasileiro residente em Massachusetts foi preso pelas autoridades federais dos Estados Unidos acusado de criar uma organização que se apresentava como ligada ao governo americano e de produzir identificações e distintivos com selos oficiais de agências federais. O caso chamou a atenção de investigadores por envolver o uso indevido de símbolos do governo e a possível distribuição desses materiais em diferentes estados do país.
O suspeito foi identificado como Mário Cesar dos Santos Jr., de 50 anos, que foi indiciado por um grande júri federal sob acusação de uso fraudulento de selos do governo dos Estados Unidos, crime que pode resultar em pena de prisão. Segundo o Departamento de Justiça, ele é apontado como presidente de uma organização chamada Chaplain Emergency Management Agency Inc. (CEMA), que se apresentava como uma entidade associada a estruturas federais de resposta a emergências.
De acordo com a acusação, a organização utilizava selos e símbolos oficiais de órgãos federais, incluindo o Departamento de Segurança Interna (DHS), a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA) e o FBI. Esses emblemas teriam sido utilizados na produção de crachás de identificação, distintivos, certificados e outros materiais que davam a aparência de legitimidade governamental à entidade.
Investigadores afirmam, porém, que nem Dos Santos nem a organização possuem qualquer vínculo oficial com o governo federal. O uso desses símbolos é restrito e sua reprodução sem autorização pode configurar crime federal.
Cursos e distribuição de credenciais
Segundo as autoridades, Dos Santos promovia treinamentos de capelania e gestão de emergências em diferentes localidades, especialmente no estado da Flórida. Durante esses eventos, os participantes recebiam materiais como distintivos semelhantes aos utilizados por forças de segurança, crachás de identificação e certificados emitidos pela organização.
Além disso, a investigação aponta que a entidade também comercializava produtos com aparência oficial, incluindo camisetas, jaquetas e adesivos com símbolos federais. Para os investigadores, esse material ajudava a reforçar a imagem de que a organização teria algum tipo de ligação com estruturas governamentais.
Público alvo e promessas
As autoridades também analisam relatos de que parte dos participantes dos treinamentos seria composta por imigrantes brasileiros e estrangeiros residentes nos Estados Unidos. Segundo documentos da investigação, em alguns casos teria sido sugerido que os distintivos ou certificados poderiam permitir algum tipo de colaboração com autoridades em situações de emergência.
Há ainda suspeitas de que alguns participantes teriam sido levados a acreditar que os documentos poderiam oferecer certo nível de proteção em situações envolvendo fiscalização migratória, o que aumentou a preocupação das autoridades federais.
Como a investigação começou
O caso passou a ser investigado após denúncias de que a organização estaria utilizando indevidamente símbolos de agências federais. A partir dessas informações, agentes federais iniciaram diligências e realizaram operações disfarçadas para obter provas do funcionamento do esquema.
Durante a investigação, autoridades teriam adquirido materiais produzidos pela organização e analisado documentos e comunicações relacionadas às atividades do grupo.
Possível pena
Mario Cesar Dos Santos Jr. responde à acusação de uso fraudulento de selos do governo dos Estados Unidos, crime que pode resultar em até cinco anos de prisão federal, além de multas. O caso está sendo conduzido na Justiça federal e novas acusações não estão descartadas caso a investigação identifique outros envolvidos ou novos crimes associados ao esquema.
As autoridades continuam apurando quantas pessoas participaram dos treinamentos, quantos distintivos foram distribuídos e se algum dos materiais foi utilizado para cometer outros delitos. O processo segue em andamento.
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