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Revista Brazilian Times # 84
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Brasileiro ligado a rede neonazista internacional é preso na Itália após mais de um ano foragido

Corrêa era procurado após ser condenado no Brasil a 35 anos e dois meses de prisão pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, mortos a tiros em 2009, em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná.

Da Redação

O brasileiro João Guilherme Corrêa, apontado pelas autoridades como integrante de uma rede neonazista internacional ligada à Hammerskin Nation, foi preso no norte da Itália após permanecer mais de um ano foragido da Justiça brasileira. A captura ocorreu na região de Pavia, a cerca de uma hora de Milão, durante operação das autoridades italianas com apoio de cooperação internacional. Segundo as informações divulgadas, no momento da abordagem ele teria apresentado documento falso.

Corrêa era procurado após ser condenado no Brasil a 35 anos e dois meses de prisão pelo assassinato de Bernardo Pedroso e Renata Ferreira, mortos a tiros em 2009, em Quatro Barras, na região metropolitana de Curitiba, no Paraná. De acordo com o Ministério Público do Paraná, o crime teria ocorrido em meio a uma disputa interna pelo comando de um grupo de ideologia neonazista.

A fuga teria começado em março de 2025, poucos dias antes da leitura da sentença. Após deixar o Brasil, Corrêa passou a ser alvo de alerta internacional da Interpol, sendo classificado como foragido considerado perigoso e com risco de fuga. A prisão na Itália abre agora caminho para o processo de extradição, que deverá ser analisado pela Justiça italiana antes de uma eventual entrega às autoridades brasileiras.

Além da condenação por duplo homicídio, Corrêa também é investigado por suposta participação e liderança em um núcleo brasileiro ligado à Hammerskin Nation, rede internacional de extrema direita associada a movimentos supremacistas brancos e grupos neonazistas. Reportagens apontam que ele seria ligado à chamada Crew 38, facção relacionada à estrutura internacional da organização.

Após a detenção, o brasileiro foi levado para autoridades em Milão, onde deverá permanecer à disposição da Justiça enquanto os trâmites legais avançam. Caso a extradição seja autorizada, ele retornará ao Brasil para cumprir a pena imposta pela Justiça do Paraná.

O caso reacende o alerta sobre a atuação de grupos extremistas transnacionais e o uso de redes internacionais para fuga, articulação e disseminação de ideologias de ódio. Para as autoridades, a prisão representa um avanço importante na cooperação entre países no combate ao extremismo violento e à impunidade.

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