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Revista Brazilian Times # 83
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Cowboy de Rondônia comemora condenação de dois assassinos de seu filho, mas cobra punição ao mandante do crime

Para Walter Majesky, embora a condenação dos executores represente um passo importante, o processo só será concluído quando todos os envolvidos, incluindo o suposto mandante, forem responsabilizados.


O empresário Walter Majesky, conhecido entre a comunidade brasileira nos Estados Unidos como “Cowboy de Rondônia”, usou as redes sociais para comentar o julgamento dos acusados pela morte de seu filho, o agrônomo Whitor Vieira Majesky. Morador de Massachusetts, Walter afirmou ter recebido a decisão com sentimento de justiça parcial e reforçou a expectativa de que o suposto mandante do crime também seja condenado.

“Hoje dois foram condenados: o atirador e o piloto da moto. Agora esperamos que o mandante seja julgado e punido com o mesmo rigor”, declarou.
Walter também demonstrou insatisfação com o tempo das penas impostas, observando que, pela legislação brasileira, os condenados poderão progredir de regime e deixar a prisão antes mesmo de cumprir dez anos.

O Tribunal do Júri de Ouro Preto do Oeste concluiu, na tarde desta quarta-feira (20), o julgamento de dois dos três acusados pela morte de Whitor, ocorrida em 23 de abril de 2025, na saída da RO-470.

Uilians Italo Souza da Silva, apontado como o condutor da motocicleta utilizada na fuga, foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão. Ele pegou mais anos porque já tinha problemas com a justiça e estava em liberdade condicional por outro crime.

Já Romildo Ferreira da Silva, identificado como autor dos disparos, recebeu pena de 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão.

O terceiro réu, identificado como Anedinos, não foi julgado nesta etapa. O processo foi desmembrado após a defesa apresentar recurso contra a decisão de pronúncia, que o levou a júri popular por crime doloso contra a vida.

Com isso, ele será submetido a julgamento em data ainda a ser definida.

O julgamento ocorreu no plenário do fórum de Ouro Preto do Oeste e foi conduzido pela juíza Simone de Melo. No início da sessão, os advogados de defesa contestaram a quantidade de testemunhas apresentadas pelo Ministério Público. A magistrada rejeitou o pedido e manteve a oitiva de cinco testemunhas e três informantes, considerando a complexidade do caso.
O advogado Odair José da Silva, que atuou como assistente de acusação, avaliou que as penas ficaram dentro do esperado.

A morte de Whitor Vieira Majesky provocou grande repercussão em Rondônia e entre brasileiros residentes no exterior. Jovem agrônomo e filho de uma família conhecida na região, ele foi assassinado a tiros em um crime que mobilizou familiares, amigos e moradores em busca de justiça.

Para Walter Majesky, embora a condenação dos executores represente um passo importante, o processo só será concluído quando todos os envolvidos, incluindo o suposto mandante, forem responsabilizados.

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