Entre a saudade e a revolta, Cowboy de Rondônia resume o drama que vive desde abril de 2025: o que deveria ser um investimento para garantir o futuro do filho acabou se transformando em uma dor irreparável. “Essa propriedade foi o maior pesadelo da minha vida.”
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Cowboy de Rondônia desabafa sobre assassinato do filho
A poucos dias do julgamento dos acusados pela morte do engenheiro agrônomo Whitor Vieira Majesky, o pai da vítima, Adewalter Majesky — conhecido em Rondônia como Cowboy de Rondônia — vive um misto de dor, revolta e expectativa por justiça.
Morando atualmente nos Estados Unidos, onde atua como agricultor, radialista, locutor de rodeios e produtor de eventos, Cowboy acompanhará o julgamento à distância. Em entrevista ao site Correio Central, ele fez um emocionado desabafo sobre a negociação de uma propriedade rural que, segundo afirma, desencadeou a tragédia que tirou a vida de seu filho. “Essa propriedade foi o maior pesadelo da minha vida.”
A frase resume o sentimento de um pai que diz ter adquirido o terreno pensando no futuro de Whitor, sem imaginar que o negócio terminaria de forma tão devastadora.
Segundo Cowboy de Rondônia, a área rural, localizada em Teixeirópolis (Rondônia), foi comprada para que Whitor pudesse investir em seus projetos e construir uma base sólida para o futuro.
O jovem engenheiro agrônomo morava em Vale do Paraíso e tinha planos de cursar Medicina Veterinária. Para o pai, a aquisição da propriedade representava uma oportunidade de crescimento e segurança para o filho.
“Eu comprei a propriedade com a intenção do meu filho. Nunca imaginei que aquilo se transformaria em uma tragédia.”
Cowboy também relembrou que conhecia o vendedor da área desde a infância, o que reforçava a confiança na negociação.
“Eu vi esse menino crescer. Meu pai arrendava pasto da família dele. Nunca pensei que um dia isso fosse terminar dessa forma.”
No relato, Cowboy afirma que o terreno foi negociado por R$ 180 mil, com parte do valor paga à vista e o restante condicionado à regularização da documentação.
Com o passar do tempo, surgiram divergências contratuais e a disputa foi parar na Justiça. Um dia após uma audiência sobre o caso, Whitor foi assassinado a tiros em Ouro Preto do Oeste.
A dor do pai é traduzida em uma frase contundente: “Meu filho morreu porque quis tomar de volta algo que já era nosso.”
Além de enfrentar a perda do filho, Cowboy relata ter passado por um período extremamente difícil após o crime.
Segundo ele, foi detido por agentes do ICE (Serviço de Imigração dos Estados Unidos) e permaneceu 44 semanas sob custódia em Massachusetts, sendo libertado há cerca de um mês.
Mesmo distante, afirma que continua mobilizando amigos e familiares para acompanhar o julgamento e exigir responsabilização de todos os envolvidos.
O julgamento dos acusados será realizado no Fórum de Ouro Preto do Oeste. Para Cowboy de Rondônia, a sessão representa mais do que um ato judicial: é a oportunidade de buscar respostas e honrar a memória do filho. “Whitor era um rapaz trabalhador, cheio de sonhos e projetos. Nada vai trazê-lo de volta, mas eu espero que a Justiça seja feita”, afirma.
Entre a saudade e a revolta, Cowboy de Rondônia resume o drama que vive desde abril de 2025: o que deveria ser um investimento para garantir o futuro do filho acabou se transformando em uma dor irreparável. “Essa propriedade foi o maior pesadelo da minha vida.”
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