Um estudante brasileiro-americano da Greenwich High School, em Connecticut, transformou uma experiência de voluntariado em um projeto social para levar água limpa a famílias em situação de vulnerabilidade em São Paulo. Guilherme Rizzo, de 16 anos quando iniciou a campanha, criou uma iniciativa para distribuir filtros de água a moradores da Favela Barra de São Miguel, após ouvir relatos sobre a dificuldade de acesso à água potável.
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Estudante brasileiro em Connecticut cria projeto para levar água limpa a famílias em favela de São Paulo
Um estudante brasileiro-americano da Greenwich High School, em Connecticut, transformou uma experiência de voluntariado em um projeto social para levar água limpa a famílias em situação de vulnerabilidade em São Paulo. Guilherme Rizzo, de 16 anos quando iniciou a campanha, criou uma iniciativa para distribuir filtros de água a moradores da Favela Barra de São Miguel, após ouvir relatos sobre a dificuldade de acesso à água potável.
A ação nasceu durante o trabalho voluntário de Guilherme com a Gerando Falcões, organização que atua no combate à pobreza em favelas e periferias brasileiras. Por meio do projeto “Connecting Realities”, ele conheceu Juan, um jovem morador de uma comunidade, com quem conversou durante cerca de três meses. As conversas revelaram uma realidade comum em muitas áreas vulneráveis: famílias convivendo diariamente com água de baixa qualidade e medo de adoecer.
Diante do problema, Guilherme buscou uma solução prática. Ele procurou a Acqualive, empresa do setor de purificadores e filtros de água, e conseguiu uma parceria para a produção dos primeiros equipamentos a preço de custo. A campanha criada no GoFundMe arrecadou US$ 5.840, superando a meta inicial de US$ 5 mil, com 76 doações registradas.
Na primeira fase, o projeto beneficiou 50 famílias da Favela Barra de São Miguel. Segundo reportagem do Greenwich Time, a iniciativa pode impactar mais de 200 pessoas, considerando os moradores atendidos em cada residência. O plano não se limita à entrega dos filtros: a proposta é acompanhar os resultados durante um ano, avaliando o uso dos equipamentos e os efeitos na rotina das famílias.
O projeto surge em meio a um desafio nacional ainda distante de solução. Dados do UNICEF apontam que milhões de crianças e adolescentes no Brasil vivem sem acesso adequado à água e ao saneamento, situação que compromete saúde, desenvolvimento e qualidade de vida. O Instituto Trata Brasil também alerta que o país ainda está longe das metas de universalização previstas para 2033.
Para Guilherme, a iniciativa representa mais do que uma campanha pontual. A meta é transformar o projeto em um modelo mensurável, capaz de ser ampliado para outras comunidades brasileiras. Ainda estudante, ele afirma que pretende continuar a iniciativa após concluir o ensino médio, com a ambição de levar água limpa a mais famílias no Brasil.
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