Familiares e apoiadores continuam mobilizados, enquanto aguardam novos desdobramentos do caso e uma definição sobre sua situação migratória.
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Filha de brasileira tira peruca e mostra agravamento de alopecia após prisão da mão pelo ICE em NJ
A situação de uma brasileira mantida sob custódia no centro de detenção Delaney Hall, em Newark, Nova Jersey, tem chamado a atenção de ativistas, familiares e veículos de comunicação independentes nos Estados Unidos. Rita Linhares, de 46 anos, afirma estar enfrentando dificuldades para receber medicamentos essenciais para o tratamento de diversos problemas de saúde enquanto aguarda a definição de seu caso migratório.
Segundo relatos divulgados por pessoas próximas à detenta e por meios de comunicação que acompanham a situação na unidade, Rita necessita de medicamentos para controlar glaucoma, anemia, hipertensão arterial e problemas circulatórios. Ela também integra um grupo de imigrantes que vem questionando as condições dentro do centro de detenção e defendendo a libertação de pessoas consideradas vulneráveis devido à idade ou ao estado de saúde.
A repercussão do caso ganhou força após a filha da brasileira, Clara, de 17 anos, participar de uma entrevista na qual compartilhou os impactos emocionais da separação da mãe. Durante o relato, a adolescente retirou a própria peruca para mostrar os efeitos da alopecia, condição que provoca queda de cabelo. Segundo ela, o quadro se agravou desde a prisão de Rita.
Clara descreveu um período de forte desgaste emocional para a família e afirmou viver com preocupação constante em relação à saúde da mãe. Além disso, a jovem teme que o pai também possa ser detido em breve. O receio está ligado a uma verificação de rotina junto ao Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), marcada para ocorrer justamente no dia de sua formatura escolar.
Enquanto a família denuncia dificuldades enfrentadas por Rita dentro da unidade, o Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS) sustenta que a brasileira recebeu atendimento médico adequado durante sua permanência no centro de detenção. As autoridades não divulgaram detalhes específicos sobre os tratamentos oferecidos nem comentaram as alegações relacionadas à suposta falta de medicamentos.
O caso ocorre em meio ao aumento das discussões sobre as condições de detenção de imigrantes nos Estados Unidos. Organizações de defesa dos direitos dos imigrantes e advogados especializados têm acompanhado denúncias envolvendo acesso a cuidados médicos, alimentação e assistência a pessoas com problemas de saúde em centros de detenção administrados pelo governo federal ou por empresas contratadas.
Até o momento, não há informações sobre uma possível decisão judicial relacionada ao pedido de libertação de Rita Linhares. Familiares e apoiadores continuam mobilizados, enquanto aguardam novos desdobramentos do caso e uma definição sobre sua situação migratória.
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