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Revista Brazilian Times # 83
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Governo dos EUA anuncia que 1,6 milhão de imigrantes deixaram os EUA via “autodeportação”

Enquanto isso, grupos de defesa dos imigrantes prometem contestar o programa em tribunais federais, alegando que ele viola princípios de dignidade e devido processo, ao oferecer compensações financeiras em troca da desistência do direito de permanecer no país.


O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS, na sigla em inglês) anunciou que cerca de 1,6 milhão de imigrantes indocumentados deixaram voluntariamente o país desde o início de um novo programa de autodeportação. Outros 500 mil foram deportados em ações conduzidas por autoridades federais de imigração.

De acordo com informações divulgadas pelo governo, o DHS tem investido milhões de dólares em campanhas publicitárias para incentivar imigrantes sem status legal a se apresentarem voluntariamente às autoridades. O programa, promovido pela agência em parceria com o Serviço de Imigração e Alfândega (ICE), oferece um pagamento de US$ 1.000 e uma passagem aérea para o país de origem àqueles que se registram e aceitam sair do território norte-americano de forma voluntária.

As campanhas — transmitidas em espanhol, português e outras línguas — destacam o que o governo chama de uma “alternativa humanitária e menos traumática” à deportação forçada. No entanto, organizações de direitos humanos criticaram a iniciativa, afirmando que o programa explora o medo de prisões e separações familiares para forçar a saída de imigrantes vulneráveis.

Fontes próximas ao DHS afirmaram que o programa faz parte de uma estratégia mais ampla da administração do presidente Donald Trump para endurecer a aplicação das leis migratórias e reduzir a população de indocumentados nos Estados Unidos. Especialistas em imigração alertam que, embora o incentivo financeiro e a promessa de retorno seguro possam atrair alguns participantes, o impacto emocional e econômico nas famílias pode ser profundo.

De acordo com dados preliminares, a maioria dos que aderiram ao programa são provenientes do México, Guatemala, Honduras e El Salvador, mas há também registros de brasileiros e venezuelanos entre os que optaram pela autodeportação.

Ainda não há informações sobre quanto tempo o programa permanecerá ativo nem se novas rodadas de incentivo estão previstas. O DHS informou que continuará monitorando os resultados e “avaliando a eficácia” da medida no controle migratório.

Enquanto isso, grupos de defesa dos imigrantes prometem contestar o programa em tribunais federais, alegando que ele viola princípios de dignidade e devido processo, ao oferecer compensações financeiras em troca da desistência do direito de permanecer no país.

 

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