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Revista Brazilian Times # 86
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Última brasileira foragida ligada aos atos de 8 de janeiro de 2023 tem deportação determinada pelas autoridades dos Estados Unidos

A última brasileira que permanecia foragida nos Estados Unidos por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023 recebeu ordem de deportação, marcando uma virada no cenário para aqueles que tentaram permanecer em território americano após os episódios ocorridos em Brasília.

A última brasileira que permanecia foragida nos Estados Unidos por envolvimento nos atos de 8 de janeiro de 2023 recebeu ordem de deportação, marcando uma virada no cenário para aqueles que tentaram permanecer em território americano após os episódios ocorridos em Brasília.

Com a determinação das autoridades norte-americanas, encerra-se um período de meses de processos migratórios envolvendo brasileiros investigados. A decisão atinge Michely Paiva Alves, natural de Limeira (SP), que será repatriada ao Brasil. Ela era a última da lista de brasileiras detidas por imigração irregular nos EUA e que também possuíam pendências judiciais junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). O caso segue o mesmo caminho de outras deportações recentes, como as de Rosana Maciel Gomes e Raquel de Souza Lopes, que tiveram pedidos de asilo negados e foram presas ao desembarcarem no Brasil.

Cooperação entre Brasil e Estados Unidos

Diferentemente de situações migratórias convencionais, esses casos envolveram articulação direta entre autoridades brasileiras e americanas. Informações obtidas indicam que a aceleração dos processos de deportação reflete uma postura mais rígida dos EUA em relação a estrangeiros com mandados de prisão ou processos criminais ativos em seus países de origem, ainda que aleguem motivação política.

A linha adotada pelas autoridades americanas tem priorizado o cumprimento das leis migratórias. Em muitos casos, a entrada irregular no país pesou mais que os pedidos de refúgio, sobretudo quando havia acusações formais ou condenações em andamento no Brasil.

Consequências jurídicas

Com o retorno da última foragida, chega ao fim o grupo de investigados que deixou o Brasil em 2024 após romper medidas cautelares, como o uso de tornozeleiras eletrônicas. Ao desembarcar em território brasileiro, Michely Paiva Alves deverá ser encaminhada ao sistema prisional para cumprir as determinações do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF.

Especialistas avaliam que o desfecho reforça o entendimento internacional de que deixar o país não garante imunidade em casos relacionados a crimes contra o Estado Democrático de Direito, especialmente quando há descumprimento das normas legais de imigração.

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