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Revista Brazilian Times # 84
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ICE reforça vigilância com novas tecnologias para identificar imigrantes em situação irregular

Para localizar imigrantes em situação irregular, as autoridades americanas têm recorrido a um conjunto cada vez mais sofisticado de tecnologias, reduzindo a dependência de denúncias anônimas ou de abordagens presenciais. O ICE e a CBP (Customs and Border Protection) utilizam diversas ferramentas para reunir informações sobre um indivíduo antes mesmo de iniciar uma operação.

Para localizar imigrantes em situação irregular, as autoridades americanas têm recorrido a um conjunto cada vez mais sofisticado de tecnologias, reduzindo a dependência de denúncias anônimas ou de abordagens presenciais. O ICE e a CBP (Customs and Border Protection) utilizam diversas ferramentas para reunir informações sobre um indivíduo antes mesmo de iniciar uma operação.

Entre os recursos empregados estão leitores automáticos de placas de veículos, sistemas de reconhecimento facial, drones, sensores, monitoramento de redes sociais e plataformas que integram diferentes bancos de dados. Essas tecnologias permitem cruzar informações como endereços, registros de veículos e imóveis, números de telefone, processos judiciais, histórico de viagens e até relações entre pessoas, criando um panorama detalhado da rotina e dos contatos de um indivíduo.

Os leitores de placas, por exemplo, registram a passagem de veículos por câmeras espalhadas em diferentes locais. Com o cruzamento dessas informações, os agentes conseguem identificar locais frequentados, possíveis endereços residenciais ou de trabalho e conexões com familiares ou conhecidos. Sistemas de análise de dados também processam grandes quantidades de informações em poucos segundos, agilizando as investigações.

O reconhecimento facial é outra ferramenta amplamente utilizada durante abordagens. Por meio do aplicativo Mobile Fortify, agentes capturam imagens do rosto, fotografam documentos e coletam impressões digitais sem contato físico, comparando os dados com registros oficiais. Além disso, algumas plataformas analisam informações disponíveis publicamente na internet e, quando autorizado, podem acessar dados armazenados em celulares ou sistemas eletrônicos de veículos.

Um relatório divulgado nesta semana revelou que, entre janeiro e abril, o ICE e a CBP firmaram contratos que somam US$ 513 milhões com 11 empresas especializadas em tecnologias de vigilância. Embora a ampliação desses recursos aumente a capacidade das autoridades de localizar pessoas com maior rapidez, ela também intensifica o debate sobre privacidade, possíveis erros de identificação e o compartilhamento de informações obtidas por empresas privadas e outros órgãos de segurança.

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