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Revista Brazilian Times # 84
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Carolina do Sul amplia cooperação com o ICE e pode obrigar todos os condados a participar de ações de imigração

A Carolina do Sul está prestes a endurecer ainda mais sua política migratória. Enquanto legisladores estaduais analisam um projeto de lei que obrigaria todos os condados com cadeias a firmar acordos de cooperação com o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), novos dados mostram que a polícia estadual já intensificou significativamente sua atuação em operações de imigração.

A Carolina do Sul está prestes a endurecer ainda mais sua política migratória. Enquanto legisladores estaduais analisam um projeto de lei que obrigaria todos os condados com cadeias a firmar acordos de cooperação com o U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE), novos dados mostram que a polícia estadual já intensificou significativamente sua atuação em operações de imigração.

De acordo com números divulgados pela South Carolina Law Enforcement Division (SLED), a agência aumentou tanto o número de prisões relacionadas à imigração quanto o apoio prestado a operações conduzidas por autoridades locais e federais.

Somente em 2025, a SLED participou de 1.015 operações ligadas à imigração — um aumento de 261% em comparação com 2023.

Esse apoio inclui tradução, verificação de antecedentes, coordenação de investigações conjuntas e presença em ações de campo.

Desde 2023 até março de 2026, a unidade realizou 145 prisões por questões migratórias, com maior concentração nos condados de Abbeville, Greenwood e Newberry.

Em março de 2025, o ICE firmou um acordo com a SLED por meio do programa 287(g), permitindo que 47 agentes estaduais recebessem autoridade para atuar em funções de imigração.

Atualmente, esse número já subiu para 82 agentes, com outros cinco em treinamento. Quando todos estiverem qualificados, mais de 12% do efetivo da agência — que conta com mais de 700 funcionários em tempo integral — terá poderes federais para atuar em questões migratórias.

Segundo a porta-voz do ICE, Lindsay Williams, a parceria funciona como um “multiplicador de força”, já que a SLED possui presença em todo o estado e forte integração com outras agências policiais.

Autoridades explicaram que as chamadas “operações direcionadas” incluem vigilância detalhada sobre os alvos, com monitoramento de residências, locais de trabalho e rotinas diárias.

Durante essas ações, agentes podem prender não apenas o alvo principal, mas também outras pessoas encontradas no local e que não possuam documentação migratória regular. O ICE se refere a esses casos como “prisões colaterais”.

Um grupo de parlamentares republicanos apresentou um projeto de lei que exigiria que todos os condados com centros de detenção assinassem acordos com o ICE no âmbito do programa 287(g).

Atualmente, apenas 20 condados da Carolina do Sul mantêm esse tipo de parceria. O projeto já foi aprovado pela Câmara estadual e agora tramita no Comitê Judiciário do Senado.

Comunidades demonstram preocupação

O aumento da presença do ICE no estado tem gerado temor em comunidades de imigrantes.

Moradores de um parque de casas móveis em West Columbia relataram medo de atender à porta após operações recentes da agência. Em Columbia, capital do estado, protestos foram realizados depois que veio à tona que o ICE havia alugado discretamente um escritório no centro da cidade, próximo ao Capitólio estadual.

Organizações de defesa dos imigrantes afirmam que a expansão da cooperação entre forças estaduais e federais pode ampliar o número de detenções e aprofundar o clima de insegurança entre famílias estrangeiras que vivem no estado.

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