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Revista Brazilian Times # 83
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Comunidade vence batalha contra construção de nova prisão feminina em Vermont

A decisão foi tomada pelo Comitê de Planejamento de Essex, que negou a emenda de zoneamento necessária para viabilizar o projeto. Com isso, o processo de construção do novo presídio foi interrompido.

Da redação

Um movimento liderado por mulheres e ex-detentas alcançou uma importante vitória na luta por justiça social em Vermont. Após anos de mobilização comunitária, o Departamento de Correções do estado teve seu plano de construir uma nova prisão feminina de US$ 90 milhões, na cidade de Essex, oficialmente rejeitado.

A decisão foi tomada pelo Comitê de Planejamento de Essex, que negou a emenda de zoneamento necessária para viabilizar o projeto. Com isso, o processo de construção do novo presídio foi interrompido.

Andrea James, fundadora e diretora executiva do The National Council for Incarcerated and Formerly Incarcerated Women and Girls, comemorou o resultado. “Esta vitória pertence ao povo — aos organizadores, vizinhos, mulheres e famílias que se recusaram a permitir que uma nova prisão fosse erguida em sua comunidade. Quando nos unimos por transparência, responsabilidade e justiça, vencemos. E esta semana, Vermont venceu”, declarou.

O grupo FreeHer Vermont, braço estadual da organização, foi peça-chave na mobilização. Durante anos, seus integrantes participaram de audiências, campanhas e atividades de conscientização, garantindo que os moradores fossem ouvidos. “Esta decisão oferece a Vermont a oportunidade de escolher um caminho diferente”, disse Jayna Ahsaf, diretora do FreeHer Vermont. “Em vez de desperdiçar US$ 90 milhões em celas, o estado pode investir em habitação, recuperação pós-enchentes, saúde mental e educação. O futuro de Vermont depende do cuidado, não do confinamento.”

Agora, as organizações pedem que as autoridades estaduais aprovem uma moratória sobre a construção de novos presídios e redirecionem recursos para iniciativas que fortaleçam as comunidades e ampliem oportunidades.

“Vermont pode liderar o país com o exemplo”, completou Andrea James. “Não precisamos de mais prisões, precisamos de novas prioridades — baseadas em compaixão, cuidado e comunidade.”

Apesar da vitória, o movimento reconhece que a luta está longe do fim. “O Departamento de Correções pode tentar novamente”, alertaram as líderes. “E estaremos prontas para continuar mobilizando, educando e resistindo a qualquer nova proposta de prisão no país.”

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